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Mario Bohm desiste da corrida ao Paço de São Caetano e será vice de Palacio

Político do Novo anuncia apoio ao pré-candidato do Podemos na disputa pelo Palácio da Cerâmica

Evaldo Novelini
23/07/2024 | 19:50
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Fabio Palacio (esq.) junto a Mario Bohm, em visita ao Diário (FOTO: André Henriques)

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O empresário Mario Bohm anunciou nesta terça-feira (23) a desistência da pré-candidatura a prefeito de São Caetano pelo Novo e o respectivo apoio à chapa oposicionista encabeçada pelo ex-vereador Fabio Palacio (Podemos), do qual será o candidato vice. A convenção que vai confirmar a dobrada está agendada para sexta-feira, a partir das 19h, na Câmara.

“Qual o propósito? É livrar a cidade desta gestão que a dominou. Se projetarmos São Caetano pelos próximos quatro, oito anos sob este grupo político, o que se enxerga lá na frente é a catástrofe. Nós precisamos livrar o município da catástrofe”, declarou Bohm, em entrevista exclusiva ao Diário, ao justificar a composição com Palacio.

Segundo Bohm, a decisão de se unir ao pré-candidato do Podemos pode mudar os rumos do pleito em São Caetano: “Se tivéssemos feito isso há quatro anos, o resultado poderia ter sido outro”. Em 2020, Palacio teve 30.404 votos, ficando na segunda colocação, enquanto o representante do Novo recebeu 8.615 – José Auricchio Junior, então no PSDB, venceu com 42.842.

Fabio Palacio contou que o acordo com Mario Bohm só foi fechado nesta terça-feira, mas que ambos conversavam havia algumas semanas. “A gente tem projetos muito semelhantes. A minha visão de cidade, do que está acontecendo com São Caetano, e a do Mario, da maneira como São Caetano está se desenvolvendo, nos preocupa, nos assusta e nos remete a decisões mais enérgicas”, revelou o pré-candidato a prefeito.

Segundo Palacio, a união de forças oposicionistas tem potencial para derrotar o indicado de Auricchio, o vereador Tite Campanella (PL): “São Caetano tem sérios problemas no seu desenvolvimento econômico que vai afetar, no futuro, o nosso desenvolvimento na educação, na saúde e em todas as outras áreas. Somos a alternativa ao modelo atual”.

Bohm negou que a decisão de abrir mão da candidatura a prefeito tenha sido difícil. “Não tenho o fetiche de ser prefeito. Estou na política porque tenho o propósito de melhorar a cidade em que vivo, na qual moro, trabalho. Enxergo a política como ferramenta para que isso aconteça. E, se você for ver, o projeto do Novo é muito parecido com o do Podemos.”

Palacio disse que, em caso de vitória, ambos vão governar juntos. “Esse termo, cargo de expectativa, incomoda-me. O Mario não vai ficar sentado no banco de reservas esperando para entrar em campo; estará em campo o tempo todo ajudando a construir a gestão.”

O Novo é o quinto partido a entrar na aliança de Palacio, que, além do Podemos, conta com União Brasil, MDB e PMB. O grupo pretende lançar 85 candidatos a vereador.




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