Cidade homologa contratos emergenciais no mesmo dia em que líder do governo Filippi na Câmara nega a prática
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Líder do governo de José de Filippi Júnior (PT) na Câmara de Diadema, o vereador Josa Queiroz (PT) levantou a voz para defender a administração das críticas de opositores na tribuna e partiu para ataque ao principal adversário político, o pré-candidato ao Executivo pelo MDB, Taka Yamauchi. “Aqui não tem contrato emergencial”, disse o governista. A declaração, dada na sessão de quinta-feira no Legislativo, passaria despercebida não fosse por um detalhe: pela manhã, a Prefeitura publicou no Diário Oficial dispensa de licitação para dois contratos na área da Saúde.
As contratações emergenciais foram assinadas com a Hera Serviços Médicos, ao custo de R$ 533.409, e com a OGS Saúde Pronto-Socorro e Clínica Médica Ltda., pelo valor de R$ 210.129.
Josa iniciou sua fala rebatendo críticas dos opositores sobre a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao Quarteirão da Educação para “inaugurar” uma maquete e visitar o “esqueleto” da obra. A entrega do complexo educacional era prevista para fevereiro, mas o prazo foi estendido “até o final do ano” após uma série de atrasos construtivos. Os mais céticos acreditam que a unidade só será entregue no próximo ano.
O parlamentar também tentou rechaçar, sem apresentar documentos, as críticas segundo as quais a obra do novo Hospital Municipal, a ser construído em prédio anexo ao Paço, não tenha licitação na rua. Nesse sentido, comparou os atos da gestão Filippi aos de Taka, ex-presidente da SPObras. Exaltado, Josa voltou sua artilharia ao emedebista. “Aqui em Diadema, ao contrário da cidade de São Paulo seguimos o rito, a legalidade. Aqui não tem contrato emergencial”, esbravejou, ao levantar suspeitas sobre atos praticados pelo adversário.
EXPLICAÇÃO
A gestão do prefeito José de Filippi Júnior foi procurada para explicar a homologação dos contratos emergenciais e, em nota, afirmou que a “contratação das referidas empresas seguiu todos os ritos jurídicos balizadas na Lei de Licitações por se tratar de urgência devidamente comprovada no atendimento da Saúde de Diadema.”
Segundo a Prefeitura, as empresas prestam serviço de encaminhamento a médicos especialistas em reforço aos quadros do SUS (Sistema Único de Saúde) no município. A medida visa a suprir a falta de médicos, haja visto que, mesmo diante da realização de “concursos públicos e constantes chamamentos de profissionais, há desistências de candidaturas convocadas”.
Paralelamente à contratação emergencial e às seleções públicas, a administração diademense garante que outra linha de ação também é adotada, a de “solicitar profissionais pelo Programa Mais Médicos”. A cidade conta com 32 profissionais atuando por meio da iniciativa do governo federal, segundo outro trecho da nota da Prefeitura.
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