Política Titulo Na corrida por Mauá
Atila minimiza rejeição de contas e se diz alvo de ‘ataques raivosos’

Pré-candidato à Prefeitura de Mauá afirma que foi absolvido pelo povo ao ser eleito em 2022

Anderson Amaral
26/06/2024 | 22:24
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FOTO: Claudinei Plaza/DGABC

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Atila Jacomussi, deputado estadual e pré-candidato do União Brasil à Prefeitura de Mauá, se disse “muito tranquilo” quanto à possibilidade de ter sua candidatura barrada pela Justiça e de ser considerado inelegível com base na Lei da Ficha Limpa por ter as quatro contabilidades de sua gestão (de 2017 a 2020) reprovadas pelo TCE (Tribunal de Contas do Estado) e pela Câmara. O parlamentar se considera vítima de campanha “raivosa” por parte de seus adversários e disse temer por sua vida.

As contas do quarto e último ano de mandato de Atila foram rejeitadas pelo Legislativo mauaense no último dia 17. “Saí candidato a deputado estadual com duas contas rejeitadas, mas meu registro foi deferido pelo TRE (Tribunal Regional Eleitoral) e, depois, pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral), porque não houve dano nem dolo ao erário”, argumentou Atila, durante o podcast Política em Cena, do Diário.

“Quem não tem trabalho para mostrar precisa achar subterfúgios”, prosseguiu Atila, referindo-se ao prefeito Marcelo Oliveira (PT), pré-candidato à reeleição, a quem acusa de “espalhar fake news” sobre sua possível inelegibilidade. “Estou sendo atacado de forma raivosa. Temo até pela minha vida. Estão disseminando o ódio, mas o que o povo quer é o debate de propostas.”

Detido duas vezes no escopo da operação Prato Feito, da Polícia Federal, Atila considera que não deve nada à Justiça. “Fui julgado pelas urnas, em 2022. O povo me absolveu e me deu a maior votação de um deputado estadual na história da cidade.”

Ao comentar a situação da área da Saúde, Atila defendeu a estadualização do Hospital Nardini, já que o complexo atende pacientes da Capital, de Ribeirão Pires e dos trechos Sul e Leste do rodoanel, mantendo sob a gestão do município o pronto socorro, para o atendimento a casos de alta complexidade. “Com isso, economizaremos R$ 9 milhões, que poderão ser usados para melhorar a atenção básica e criar um Poupatempo da Saúde”, disse o deputado, que também cobrou a informatização do atendimento no município.

O pré-candidato culpou o prefeito pela demora, pelo Estado, no envio dos recursos para o custeio do Nardini. Segundo o deputado, o convênio está fechado e garantirá cerca de R$ 18 milhões anuais para o hospital, ou R$ 1,5 milhão por mês. “A prefeitura não fez a lição de casa, demorou a apresentar o plano de trabalho.”

O deputado estadual também não poupou de críticas à 37ª edição da Festa Junina da cidade – que, segundo Atila, teria custado R$ 5 milhões aos cofres da prefeitura. “Não sou contra a festa, mas poderia abrir espaço para artistas da cidade. Se o prefeito se planejasse, poderia ter usado a Lei Rouanet para patrocinar o evento”, sugeriu.

A entrevista completa pode ser conferida nos canais de transmissão do Diário.




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