Desde o último dia 7, quando o ‘Diário’ fez atualização, houve um aumento de 34%
ouça este conteúdo
|
readme
|
Mesmo com o início da vacinação no começo deste mês, o Grande ABC continua com alerta ligado para a dengue. Segundo dados do Painel de Monitoramento das Arboviroses, do Ministério da Saúde, a região não registrou óbitos para a doença no ano passado, mas houve uma explosão no número em 2024, chegando a 39 vítimas até nesta terça-feira (25). Em relação à última atualização feita pelo Diário, em 7 de junho, quando o total de mortes era de 29, houve aumento de 34%.
Segundo a Pasta, Mauá lidera na região, com 11 óbitos, seguida por Santo André, São Bernardo e Diadema, com oito cada, e São Caetano, com quatro. Ribeirão e Rio Grande da Serra apresentam números zerados. Outros 23 óbitos estão em investigação. Quando comparado o número de casos prováveis do último ano com os seis primeiros meses de 2024, a região apresentou alta de 4.629%, de 859 para 40.630. No Estado, o índice de aumento foi de 461%, 336.999 para 1.891.096, enquanto no País a evolução chegou a 271%, 1.649.144 para 6.121.980.
Tradicionalmente, com o início do período das chuvas e das altas temperaturas, o número de casos de dengue, chikungunya e Zika tende a aumentar – o que ocorreu no período do início do ano até abril. Segundo o Ministério da Saúde, a projeção do aumento de casos da doença durante o último verão se deu a fatores como a combinação entre calor e chuva intensos – possíveis efeitos do El Niño, conforme aponta a OMS (Organização Mundial da Saúde). E, ainda, ao ressurgimento recente dos sorotipos 3 e 4 do vírus no Brasil.
“O ano de 2023 foi realmente diferente. Tivemos essas mudanças ocasionadas pelo fenômeno do El Niño. E, depois de muito tempo, encontramos os quatro sorotipos (1, 2, 3 e 4) circulando ao mesmo tempo, no Brasil, uma situação bem incomum”, apontou a secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente, Ethel Maciel.
Com as mudanças climáticas, altas temperaturas e períodos chuvosos, o número de criadouros aumentou. Por esse motivo, a Pasta diz que é necessário o empenho da sociedade para eliminar os criadouros e evitar água parada. As medidas são simples e podem ser implementadas na rotina. O Ministério sugere que a população faça uma inspeção em casa pelo menos uma vez por semana.
CUIDADOS
A diretora do CVE (Centro de Vigilância Epidemiológica) da SES (Secretaria de Estado da Saúde), Tatiana Lang D’Agostini, alertou sobre os principais cuidados para prevenção da doença.
“A principal forma de se proteger é a eliminação dos criadouros do mosquito Aedes Aegypti, que é responsável pela transmissão do vírus da dengue, Zika e Chikungunya. É importante que toda a população tire pelo menos dez minutos da sua semana para avaliar o quintal e eliminar qualquer local que possa ser um potencial criadouro do mosquito”, afirma.
Para aqueles que já contraíram a dengue, a diretora afirma que a hidratação é a principal recomendação para evitar um agravamento do quadro clínico. Ela destaca os principais sintomas da doença. “É importante estar atento a alguns sinais e sintomas de alerta que possam aparecer, como dores abdominais, vômito e até mesmo sangramento nasal e na gengiva”, explica Tatiana.
Grande ABC segue vacinando crianças e adolescentes contra a doença
Há duas semanas, todas as cidades do Grande ABC disponibilizam a vacina contra a dengue para crianças e jovens com idades entre 10 e 14 anos. A aplicação do imunizante, que protege contra os quatro tipos de vírus: DENV-1, DENV-2, DENV-3 e DENV-4, ocorre nas UBSs (Unidades Básicas de Saúde), sem necessidade de agendamento. Os horários de funcionameto e endereços podem ser consultados nos sites e redes sociais das prefeituras.
É necessário apresentar documento com foto, carteira de vacinação e estar acompanhado de um adulto responsável. O esquema vacinal contra a dengue é composto por duas doses, com intervalo de aplicação de três meses entre elas. Caso a criança ou adolescente tenha sido diagnosticado com dengue, é necessário esperar seis meses para poder tomar o imunizante.
A definição de um público-alvo foi necessária em razão da capacidade limitada de fornecimento de doses pelo laboratório fabricante da vacina. Ainda não há previsão da inclusão de outras faixas etárias na vacinação contra a dengue.
Na última distribuição da vacina, tiveram prioridade no processo municípios que decretaram emergência em razão da doença, como as cidades do Grande ABC.
Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.