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Dólar e euro se unem para destruir sonhos
Rodermil Pizzo
24/06/2024 | 12:18
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As moedas que definem as regras do comportamento do turista estão novamente frustrando as expectativas de quem sonhava com uma viagem internacional. O câmbio ultrapassando a casa dos cinco reais, tanto para o dólar quanto para o euro, afugenta os novos interessados em viajar para o Exterior e apavora quem já está de viagem marcada.

Sabido é que o turista internacional tem como foco, além da diversão local, descanso e animação, as famosas compras de produtos importados. O sonho que se iniciou na década de 1980, lá nos primórdios de compras no Paraguai, atravessou fronteiras e anos, chegando a 2024 com o mesmo modus operandi. Vai viajar? Sim! Para onde? EUA, Canadá, Europa, Caribe, não importa a resposta. A pergunta seguinte sempre será: “Você me traz um perfume, relógio, tênis etc?”

O amigo ou parente de turista internacional sempre necessita de algo que, curiosamente, só tem no país que ele visitará. Além disso, o preço abaixo da média, previamente já consultado, sempre será definido como “infinitamente mais barato que no Brasil”. Aqui se abre uma vertente para ressaltar que o sonho de realizar conquistas por meio das viagens alheias ultrapassa barreiras de intimidade. Existem casos de pessoas que pedem até para meros conhecidos, com quem não tem nenhum vínculo de parentesco ou relação social constante.

Estes dias de glória para quem viaja, de esfregar nas redes sociais suas conquistas no mundo afora, estão em baixa, exatamente no contrafluxo de dólar e euro. Se seguirmos assim, as férias ao lado do Mickey ou Minnie, com direito a coxa de peru gigante e malas repletas de regalos, não serão as fotos mais curtidas das redes sociais em julho.

Com isso, o trabalho das alfândegas aeroportuárias será bem reduzido. Talvez não dê um só episódio para os programas de realities em aeroportos, que tanto amamos. Lembre-se: trazer algo para um amigo ou parente do Exterior é bem-vindo. Todavia, trazer algo na bagagem para alguém, sem saber o conteúdo, mesmo com motivação financeira, segue sendo um mau negócio. Positivo para cloridrato de cocaína! Eu sempre quis dizer isso, e quem não? Férias frustradas? Sim! Férias na prisão? Não! Boa viagem.

Rodermil Pizzo é doutorando em Comunicação, mestre em Hospitalidade e colunista do Diário, da BandFMBrasil e do Diário Mineiro.




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