A cada R$ 100 que serão gastos no Brasil durante este ano, R$ 1,75 ficará nas sete cidades, o que coloca a região em terceiro lugar no País
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Se o Grande ABC fosse um único município, teria o terceiro melhor potencial de consumo do País em 2024, atrás apenas de São Paulo e Rio de Janeiro, e o segundo do Estado. Nos últimos dez anos, esta é a melhor posição ocupada pela região. De acordo com estudo elaborado pelo IPC Maps, a cada R$ 100 gastos no Brasil durante este ano, R$ 1,75 deverá ficar nas sete cidades. Em 2023, era R$ 1,72. O crescimento representa R$ 2,3 bilhões a mais na economia.
“É um ganho real de dinheiro que vai circular no bolso da população das sete cidades. O desafio é saber se a população vai gastar esse montante no Grande ABC ou se vai sair para São Paulo ou para outras regiões”, destaca Marcos Pazzini, responsável pelo IPC Maps.
Desde 2020 a região ocupava a quarta colocação no ranking de consumo. Além de São Paulo e Rio de Janeiro, era superada por Brasília. O avanço, segundo Pazzini, se deve à atualização dos dados cadastrais a partir da divulgação dos números do Censo Demográfico de 2022, já que nos anos anteriores se trabalhava com as projeções que eram feitas pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), com base no Censo de 2010. “Algumas cidades perderam muitos habitantes. Então a gente também recalculou os números”, detalha.
Pelos dados do IPC Maps, a população do Grande ABC vai encolher 4,73% neste ano, passando de 2,87 milhões em 2023 para 2,72 milhões. E metade das 1.006.397 moradias na região (504.011) pertence à classe C. Em seguida aparecem as da B (283.459), com as da D e E em terceiro (178.198) e, por fim, as do segmento A, com 40.729.
TODAS AS CIDADES
Individualmente, Santo André é a cidade com melhor potencial de consumo da região, sendo a 15ª do País e 4ª do Estado de São Paulo. Em seguida vem São Bernardo, em 17º no ranking nacional e 5º no estadual. Depois aparecem Mauá (53º no País e 16º no Estado), Diadema (70º e 21º), São Caetano (132º e 40º), Ribeirão Pires (237º e 72º) e Rio Grande da Serra (613º e 166º).
O estudo IPC Maps projeta crescimento de 8,43% no número de empresas na região, passando de 336.302 (2023) para 364.679. Isso, segundo Pazzini, está ligado ao avanço dos MEIs (Microempreendedores Individuais). “São pessoas que resolvem sair da clandestinidade, pagar INSS para depois ter direito a aposentadoria e tudo mais. Não deixa de ser um fator positivo, porque mostra que efetivamente a população está preocupada em deixar seu negócio legal e recolher impostos, mas não vão gerar emprego”, analisa.
Nos últimos três anos (2020 a 2023) o Grande ABC registrou aumento de 30% no número de MEIs, fechando 2023 com 246.633 cadastros ativos.
CONSUMO POR SETOR
Os dados dos IPC Maps mostram que a região tem potencial para consumir R$ 128,2 bilhões neste ano. Somente com alimentação (dentro e fora do domicílio) serão R$ 15,5 bilhões. Bem próximo das despesas com veículo próprio, que estão estimadas em R$ 14,2 bilhões. Os dois só perdem para o quesito habitação, que deverá atingir R$ 35,4 bilhões.
Os moradores da região devem utilizar R$ 5 bilhões para pagar planos de saúde e tratamento dentário e R$ 4,4 bilhões com educação.
Com recreação e cultura serão utilizados R$ 2,4 bilhões e R$ 3,9 bilhões com medicamentos. Além de R$ 3,6 bilhões para higiene e cuidados pessoais. Serão R$ 1,29 bilhão para bebidas e R$ 636 milhões para o fumo.
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