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Após denúncia, aluno autista garante transferência e consulta

João Vitor Santos Cassettari, 10, foi agredido por colegas de classe em episódios de bullying em São Bernardo; caso foi publicado pelo ‘Diário’

Renan Soares
04/06/2024 | 21:50
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Eliane de Souza conseguiu transferir seu filho, João Vitor Santos, da unidade escolar em que foi agredido (FOTO: Celso Luiz/DGABC)

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Após denúncia publicada no Diário sobre casos de agressão a crianças autistas em escolas públicas de São Bernardo, uma das mães, Eliane de Souza Santos, 46 anos, conseguiu transferir seu filho, João Vitor Santos Cassettari, 10, da unidade escolar em que ele foi agredido por colegas de classe após episódios de bullying. Além disso, Eliane revelou que a criança vai, enfim, retomar suas consultas médicas, sendo que a última havia sido realizada em 2019.

No dia 6 de maio, Eliane recebeu uma ligação da EMEB (Escola Municipal de Educação Básica) Bruno Massone, no Estoril, informando sobre um “atrito” envolvendo seu filho, que é autista. Eliane, moradora do Capelinha, relata que inicialmente pensou que se tratava de uma situação simples, mas ficou em choque ao ver seu filho chegar em casa todo machucado. Ela fotografou os ferimentos e enviou à escola, expressando indignação. 

“Me ligaram falando que conseguiram uma vaga para ele em outra escola que é próxima. no Riacho Grande. Está indo desde a semana passada e falando que a escola é legal, que estão dando atenção para ele e diz que as crianças são mais calmas. A escola faz o que ele gosta de comer, está sendo ótimo,” conta Eliane. 

O filho ainda passou a fazer aulas em uma academia de boxe, para desenvolver sua defesa pessoal e melhorar as dores que sente nas pernas. 

Eliane conta que João Vitor vinha sofrendo bullying desde o início do ano letivo, chegando em casa com arranhões no braço. Ela acrescenta que seu filho falava que estava sendo agredido e que não estava aguentando mais a situação. No dia do incidente, o menino foi agredido por um colega após uma disputa por uma bola, já que, conforme explica Eliane, o filho não gosta de dividir o que tem na mão, e que, em uma ocasião, um menino pegou a bola dele. Após pegar a bola de volta, o outro aluno o agrediu.

Depois do ocorrido, Eliane buscou ajuda no Conselho Tutelar e notificou a Secretaria da Educação sobre a situação, já que o filho não queria mais ir para a escola. Há duas semanas, a mãe relatou também dificuldades para agendar consultas médicas para o filho, sendo a última realizada em 2019. Ela diz que conseguiu um encaixe para acompanhamento e medicação, mas aguarda agora prosseguimento do atendimento no CER (Centro Especializado em Reabilitação).

OUTRO CASO

Janaína Sirleide Miranda Bento, também moradora do bairro Capelinha, foi mais uma a relatar um caso grave de agressão. Seu filho Marcelo Miranda de Lima, 11, foi agredido na Escola Estadual José Jorge do Amaral, no Riacho Grande, resultando em uma fratura no rosto. No dia 6 de maio, Marcelo foi levado a unidades hospitalares de São Bernardo devido às lesões. 

Como medida, a escola transferiu o agressor de sala e o outro estudante foi mudado de instituição. Janaína teve uma reunião com a diretora da escola para discutir o caso. Segundo relatou, na ocasião disse esperar que seu filho fosse bem tratado, além de demonstrar insatisfação com a resposta demorada da escola com relação a seu caso.




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