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Sou o único que não tenho padrinho, diz Rafael Demarchi

Ex-vereador reafirma pré-candidatura ao Paço de S.Bernardo e alega ter a independência necessária para atender somente o interesse do eleitor

Evaldo Novelini e Nilton Valentim
22/05/2024 | 22:05
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FOTO: Celso Luiz/DGABC
FOTO: Celso Luiz/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


O ex-vereador Rafael Demarchi (Novo) reafirmou nesta quarta-feira (22) a intenção de se lançar candidato a prefeito de São Bernardo no pleito de outubro. Ele rechaçou os boatos de que poderia abrir mão da cabeça de chapa, em composição com outros partidos, e subiu o tom contra os possíveis adversários, dizendo ser o único com independência para executar os projetos que interessam à população.

“Sou o único que estou colocando a cara com as minhas ideias. Não tenho nenhum padrinho político por trás. Não tenho nenhuma máquina que está querendo me eleger para manter poder político. Não tenho grandes padrinhos que querem me eleger por causa de alguma eleição futura. Só quem não tem o rabo preso com ninguém consegue implantar aquilo que é importante para a cidade”, disse Demarchi em entrevista ao Diário.

O pré-candidato a prefeito de São Bernardo disse que vai manter o nome na disputa “até o fim”. “Quero levar as minhas ideias para o debate”, alegando que, caso eleito, pretende se inspirar nas gestões dos correligionários Romeu Zema, governador de Minas Gerais, e Adriano Silva, prefeito de Joinville, em Santa Catarina.

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“O Zema pegou um Estado quebrado e com salários atrasados e vai entregá-lo com as contas em dia e superavitário. Já o Adriano Silva transformou Joinville na melhor cidade para se viver no Brasil”, exemplificou Demarchi, que, na eleição de 2020, ficou em terceiro lugar, com 5,10% dos votos válidos.

Demarchi lembrou que, enquanto o prefeito de São Bernardo, Orlando Morando (PSDB), assiste impassível ao processo de desindustrialização da cidade, cujo ápice foram as saídas da Ford e da Toyota, Zema comemora o anúncio recente do investimento de R$ 14 bilhões feito pela Stellantis, que é dona das marcas Fiat, Jeep, Peugeot e Citroën, no desenvolvimento do polo automotivo na cidade de Betim de 2025 a 2030.

“Vamos falar com as indústrias. Vamos discutir como torno São Bernardo mais atrativa para as empresas. Por que as indústrias que estavam em São Bernardo foram para outras cidades?”, questionou Demarchi, dizendo que pretende implantar ambiente para tornar o município mais “amigável” aos empreendedores.<EM>

O pré-candidato alegou, inclusive, que não hesitaria em dialogar com os sindicatos dos trabalhadores, mais identificados com a esquerda, para encontrar caminhos que tornassem possível a reindustrializa-ção do município. “Estamos num partido de direita, mas vamos governar para a cidade”, declarou.

Demarchi garantiu também que, caso seja eleito prefeito, vai se reintegrar ao colegiado intermunicipal, de onde São Bernardo saiu no ano passado por divergência política. “Volto imediatamente, porque entendo a importância do Consórcio. Existem políticas públicas que devem ser desenvolvidas para as sete cidades”, ilustrou, citando um centro regional de emergências climáticas.




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