Política Titulo Mistério sobre nome

Paulo Serra tenta quebrar o tabu de 52 anos sem sucessão em Santo André

Último a fazer sucessor foi Newton Brandão, em 1972, quando apoiou Antonio Pezzolo

Artur Rodrigues
21/04/2024 | 07:00
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Paulo Serra trata com cautela a escolha do nome governista que concorrerá à sua sucessão (FOTO:
Paulo Serra trata com cautela a escolha do nome governista que concorrerá à sua sucessão (FOTO:  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


Em meio à expectativa pelo anúncio do indicado à sucessão na eleição deste ano, o prefeito de Santo André, Paulo Serra (PSDB), também luta contra um tabu histórico no município: há 52 anos que um prefeito não consegue fazer sucessor. A última vez que isso ocorreu foi em 1972, quando Newton Brandão apoiou a vitória do então colega de partido Antonio Pezzolo, do extinto Arena. Desde então, os chefes do Executivo vêm acumulando seguidos insucessos na tentativa de transferir votos aos escolhidos. 

O retrospecto de Paulo Serra na eleição de 2020, quando foi reeleito no primeiro turno com 76,88% dos votos, deixa o tucano otimista para fazer um sucessor na cidade pela primeira vez em mais de 50 anos. Isso porque sua reeleição já foi um feito raro. Antes dele, os dois únicos prefeitos que concorreram a um novo mandato consecutivo e obtiveram êxito foram Celso Daniel, reeleito em 2000, e João Avamileno, reeleito em 2004 – ele era vice de Celso Daniel e assumiu o cargo após a morte do petista no início de 2002. Ambos eram do PT.

“Assim como conseguimos uma reeleição, com quase 80% dos votos no primeiro turno, depois de 20 anos, os indicativos mostram que existe um sentimento para que o trabalho continue sendo feito e a cidade não perca mais o tempo que perdeu anterior à nossa gestão. Esses desafios são bons e o clima da cidade mostra que tem um caminho bem aberto para a gente quebrar essa regra”, declarou Paulo Serra. 

DGABC

Embora tenham conquistado a reeleição, Celso e Avamileno falharam quando apoiaram outros nomes para sucedê-los. Em 1992, após seu primeiro mandato como prefeito, Celso Daniel não elegeu seu vice, José Cicote, que foi derrotado por Newton Brandão, eleito para o terceiro mandato - à época ainda não havia reeleição. Já Avamileno, em 2008, apoiou a candidatura do então deputado estadual Vanderlei Siraque (PT), que perdeu no segundo turno para Aidan Ravin (PTB). 

“O Cicote ganhou nas prévias do PT, mas o Celso Daniel queria mesmo era indicar Antonio Carlos Granado, que era coordenador de planejamento da Prefeitura. Ele apoiou o nome de Granado nas prévias, mas foi vencido. Então, ele declarou apoio ao Cicote, mas nunca foi um apoio convicto de fato”, explica o jornalista e memorialista Ademir Médici.

Entre os prefeitos em segundo mandato consecutivo hoje na região, Paulo Serra é o único que ainda não anunciou o indicado à sucessão. Embora o tucano guarde o nome à sete chaves, os bastidores do Paço andreense dão como certo que o escolhido será Gilvan Júnior (PSDB), secretário da Saúde e braço direito da gestão tucana desde o primeiro mandato, em 2017, com Leandro Petrin (PSD), que advogou na campanha vitoriosa de Serra em 2016 e que também é forte aliado do tucano, como vice. 

“A gente vai apresentar o nosso projeto e, no momento certo, o nosso candidato para que a gente quebre mais essa regra”, disse o prefeito.




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