Paranapiacaba
FOTO: Divulgação/Google Satellite

Após três dias de procura pela trilha da Cachoeira da Fumaça, em Paranapiacaba, Santo André, bombeiros encontraram na tarde desta segunda-feira (11) o corpo de um homem de 28 anos arrastado pela correnteza no domingo durante passeio com amigos.
Os agentes não confirmaram por quantos quilômetros o corpo da vítima foi arrastado ou quantas ocorrências similares aconteceram no percurso, que não é regulamentado. Em nota, a equipe expressou solidariedade ao episódio: "Encerramos a ocorrência do dia 10. Infelizmente nossos sentimentos a família e amigos".
A TRILHA
O percurso para a Cachoeira da Fumaça nunca foi oficialmente aberto para visitação, de acordo com a Prefeitura de Santo André. A informação é de que seus 8 km de extensão se mantêm em uma área particular, que leva ao Parque Estadual da Serra do Mar (PESM).
"O local possui placas avisando sobre acesso proibido. Há seguranças também da empresa Unipar que avisam as pessoas, mas alguns desconsideram todos os avisos e entram no espaço", alerta o comunicado encaminhado ao Diário.
A prática de trilha requer ainda outros cuidados, sujeitos a penalidade, segundo a Prefeitura. Dentre estas está o ato de infração ambiental, caso haja adoção de conduta em desacordo com as normas da unidade de conservação. São ainda exemplos negativos realizar camping selvagem (proibido na cidade), corte de árvores para fazer fogueira, deposição de lixo em local inadequado ou até, como o episódio mais recente, invadir propriedadade particular e recrutar monitores clandestinos.
"Estes agentes, por sua vez, cometem o crime de exposição de pessoas ao risco e de crime contra o direito do consumidor, por venda de serviços irregulares", explica.
RECOMENDAÇÕES
O Corpo de Bombeiros do Estado de São Paulo, após o incidente, compartilhou com o Diário as principais orientações para uma trilha segura ao público.
"Toda trilha possui riscos inerentes: desviar-se do caminho e se perder, o eventual contato com animais peçonhentos e insetos agressivos que podem causar acidentes, além de riscos de lesões, como torções, escoriações e quedas. No caso das trilhas não regulamentadas, os riscos são agravados, pois muitas vezes o caminho não está bem demarcado e a devida manutenção na área não é realizada, o que prejudica o acesso de socorro médico e localização das vítimas.
Portanto, sempre procure realizar trilhas regulamentadas, leve bastante água para evitar desidratação, roupas secas que ajudem a evitar hipotermia.
A recomendação é também utilizar roupas e sapatos adequados, ter um celular com acesso à internet/rede de telefonia móvel, e preservar a bateria do aparelho para eventuais emergências.
A dica extra é, ao realizar uma trilha, avisar amigos e familiares sobre endereço, horário de saída e provável horário de chegada."
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