Política Titulo Eleição 2024
Tite trilha candidatura em São Caetano com três partidos na mão

Vereador deve deixar Cidadania em breve para se desgarrar do grupo do prefeito Auricchio, a fim de alçar voo independente

Por Wilson Guardia
02/03/2024 | 02:12
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André Henriques 21/06/23


O vereador e ex-prefeito interino Tite Campanella (Cidadania) se distancia cada vez mais do grupo governista, hoje, sob as asas do prefeito José Auricchio Júnior (PSDB). O parlamentar tem trabalhado para se desgarrar da base e alçar voo independente e, para isso, costura alianças por fora. Três partidos já estão fechados com Tite, todos eles comandados por familiares do parlamentar.

A filha de Tite, Mariana Foroni Campanella, chefia o Avante, a esposa dele, Renata Galati, é a presidente do Republicanos e o sogro, Roque Galati, está à frente do MDB. Ainda existe a possibilidade de um quarto partido engrossar o rol de apoios. O PRD pode caminhar junto, isso porque, o empresário e ex-vereador (2017-2020 pelo PSDB) Eduardo Vidoski, amigo de Tite, é considerado um vice ideal. A sigla que surgiu da fusão do Patriota com o PTB, hoje, com uma cadeira na Câmara de São Caetano ocupada pelo advogado Américo Scucuglia, já encaminhou conversas com o ainda filiado do Cidadania para uma composição. “Estamos avaliando. É uma possibilidade”, afirmou, ao Diário, o presidente Eduardo Vidoski.

O racha na base ficou ainda mais evidenciado quando o líder do governo Auricchio na Câmara Municipal, Gilberto Costa afirmou deixar o Avante por não concordar com a posição política adotada. “Fui procurado (pelo Avante) para me posicionar como candidato (a prefeito) ou apoiar outro nome contra o Auricchio. Isso não vou fazer.”

Mais um elemento demonstra o distanciamento de Tite da base, que nega veementemente qualquer movimentação para ser candidato independente. O Republicanos tem como vice-presidente Thiago Tortorello, adversário político de Auricchio. O sobrinho do triprefeito Luiz Olinto Tortorello, morto em 17 de dezembro de 2004, disputou a eleição em 2020 pelo PRTB e ficou em quarto lugar com 5,92% dos votos válidos.

OUTROS RUMOS

O Cidadania, hoje, com três representantes, entre eles Tite Campanella, deve sofrer um esvaziamento. O primeiro movimento parte de Marcel Munhoz, segundo vereador mais votado da cidade, que está descontente com os rumos do partido. “Ninguém me procurou”, disse recentemente ao Diário e garantiu que deixará a sigla dentro da chamada “janela partidária”. Tite, com o caminho pavimentado para a disputa eleitoral, também deve migrar para outra agremiação, tendo em vista que o Cidadania na municipal é comandado por Leandro Salgado, irmão do advogado e vereador de primeiro mandato Caio Salgado (PL).

Segundo informações de bastidores, o vereador Professor Ródnei, com a saída dos correligionários, também deverá buscar outra casa.




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