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Marcel quer disputar Prefeitura e se mostra descontente com Cidadania

Vereador busca unidade governista, mas não descarta voo solo em outra sigla

Por Wilson Guardia
23/02/2024 | 07:00
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De saída do Cidadania, o vereador Marcel Munhoz, vice-presidente da Câmara de São Caetano, segue com o propósito de conseguir a unidade no grupo governista e as bênçãos do prefeito José Auricchio Júnior (PSDB) para disputar a sucessão do tucano no comando da Prefeitura. Para isso, coloca à mesa seu currículo político.

Marcel, servidor de carreira na Polícia Civil, foi eleito pela primeira vez em 2012. Na época pelo PPS (hoje Cidadania), obteve 1.575 votos. Reeleito para mais quatro anos, quase dobrou o número de sufrágios na urna em 2016, recebendo apoio de 2.999 eleitores. O número o garantiu como o vereador mais votado da cidade. No pleito de 2020 perdeu força, mas conquistou 2.540 votos garantido a segunda maior votação da cidade. “Reafirmo meu propósito de concorrer a prefeito. Sou leal e um homem de grupo. Estou com o Auricchio desde o começo e acredito merecer esta chance”, afirmou ao Diário.

Porém, o desejo pessoal esbarra em outro nome do mesmo partido, pelo menos por enquanto. O ex-presidente da Câmara e ex-prefeito interino Tite Campanella (Cidadania), hoje tem o nome consolidado na disputa.

Tanto Tite quanto Marcel buscam a unidade do grupo e as bênçãos de Auricchio. No entanto, um ingrediente pode mudar os projetos de ambos.

Marcel está descontente com o Cidadania. O partido sobe a direção local de Leandro Salgado, irmão do vereador Caio Salgado (PL), está à deriva, segundo ele. “Ninguém me procurou para conversar. Nunca estive com o presidente local só falei com ele por telefone. Na estadual, o deputado Arnaldo Jardim nada fala. O Alex Manente (deputado federal) parece que manda mais que todos, também não definiu nada”, reclama ao avisar que vai esperar mais uns dias e, dentro da janela partidária de 7 de março a 5 de abril, deixará o partido. “Vou definir com o prefeito qual será o meu novo partido, mas mantenho o desejo de ser o indicado para concorrer como prefeito, posso até compor como vice, mas o desejo é outro”, afirma.

O vereador afirma que três partidos já o procurou, entre eles o PMB. Sobre o futuro político, de eventualmente deixar a base para alçar outros voos e seguir um caminho natural na política de galgar outro patamar sem causar celeuma com quem quer que seja, Marcel despista, mas não descarta a possibilidade de correr por fora. “É prematuro falar uma coisa dessa. No momento não é legal falar sobre. Eu só tenho conversado com o prefeito. Mas o que pode acontecer no futuro só Deus saberá”.

Por outro lado, o Cidadania deve ser esvaziado, isso porque, quem acompanha de perto as movimentações políticas, já aposta, na quase certa, saída de Tite do partido e desgarrado de Auricchio, disputar a Prefeitura.




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