Economia Titulo Aumento

Planos de saúde coletivos deverão ter reajuste médio de 25% em 2024

Porcentual é semelhante ao do ano passado; operadoras definem a correção dos valores com base nas despesas acumuladas no período

Nilton Valentim
04/01/2024 | 19:59
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Denis Maciel
Denis Maciel Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


Os planos de saúde coletivos, modalidade que responde por aproximadamente 70% do mercado, deverá ter reajuste médio de 25% neste ano. O índice não é definido pela ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar), mas sim pelas próprias operadoras, por meio de uma equação que leva em conta os seus gastos, e que recebe o nome de sinistralidade.

Reportagem publicada pelo jornal Valor Econômico, com base em estudo da consultoria de benefícios AON, mostra que o custo médico teve uma variação de 14% em 2023, porcentual parecido com o registrado em 2022, que havia sido o mais alto desde 2018.

Na comparação com a inflação oficial de 2023, que ficou em 4,04%, o aumento estimado dos planos de saúde, se confirmado, será cinco vezes maior. <EM>

DGABC

No ano passado, os clientes da Bradesco Saúde tiveram seus planos reajustados em 23,79%, os da NotreDame/Intermédica, em 21,94%; da Santa Helena, 21,94; da Amil, 23,40%; da Golden Cross, 27,15%; da GNDI, 21,94%; da Omint, 19,69%; da Porto Seguro, 24,90%; da SulAmérica, 24,76%; e da Seguros Unimed, 16,70%. Em todos os casos, são contratos com menos de 30 vidas.

O Brasil fechou o ano passado com 50,8 milhões de planos de saúde ativos, sendo 35,8 milhões na modalidade empresarial.

Estudo elaborado pelo Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor) mostra que nos últimos cinco anos, enquanto as mensalidades dos planos individuais cresceram 35,41% no acumulado do período, as de planos coletivos apresentaram valores bem maiores. Os coletivos empresariais, com 30 vidas ou mais, aumentaram 58,94%; coletivos por adesão, com 30 vidas ou mais, 67,68%; coletivos por adesão, com até 29 vidas, 74,33%; e coletivos empresariais, com até 29 vidas, 82,36%.

RECLAMAÇÕES
As reclamações de usuários de planos de saúde tiveram crescimento de 49,7% nos primeiros dez meses de 2023. Os dados foram divulgados na última semana do último ano pela ANS.

Segundo a agência, o número de reclamações assistenciais e não assistenciais em 2023 superou os três anos anteriores em todos os meses do ano e chegou ao maior patamar em agosto, com 36.799 notificações de usuários dos planos de saúde. As reclamações referentes à assistência dos planos somaram 82,7% das notificações registradas pela agência até outubro.

Os dados da ANS permitem calcular o Índice Geral de Reclamações, que aumenta conforme a insatisfação dos usuários. Segundo a agência, os planos de assistência médica tiveram 55,1 reclamações para cada 100 mil beneficiários. Essa proporção era de 24,1 em 2020; de 30,2 em 2021 e de 36,8 em 2022.

A ANS também informa que, nos últimos cinco anos, das mais de 11 milhões de internações anuais no âmbito do SUS, cerca de 1,6% ocorreram em pacientes cobertos por planos privados de saúde com assistência médica. Já os atendimentos ambulatoriais somaram, em média, 26,6 milhões de procedimentos anuais no SUS, dos quais 4,3% identificados como prestados a beneficiários. <TL>(com ABr) 




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