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Quatro diretórios do PSDB da região seguem sem oficialização

Nominatas em Diadema, Mauá, Ribeirão e Rio Grande venceram e não foram renovadas; direção estadual terá missão de regularizar cenário

Raphael Rocha
04/01/2024 | 07:00
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Divulgação


Quatro dos sete diretórios do PSDB no Grande ABC estão sem nominata registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral), documento que atesta a validade dos partidos nos municípios. Somente Santo André, São Bernardo e São Caetano possuem diretórios oficialmente constituídos.

O impasse se dá porque, diante do imbróglio nacional do tucanato, as direções anteriores encerraram seus mandatos sem que uma convenção tivesse sido validada pela cúpula estadual. Com isso, os diretórios de Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra seguem sem uma composição diretiva perante aos olhos da Justiça Eleitoral.

Regularizar essa pendência será uma das missões do prefeito de Santo André, Paulo Serra (PSDB), que no fim do ano foi alçado à condição de presidente estadual do tucanato. Ele, que já presidia a Federação entre PSDB e Cidadania no Estado, assumiu o comando paulista do PSDB em uma composição maior para tentar pacificar o clima na legenda – em um acordo que colocou o ex-governador de Goiás Marconi Perillo como presidente nacional.

Alguns diretórios ainda sem constituição estão com conversas avançadas, casos de Diadema e Mauá. Em Diadema, o empresário Mamede Rasou Salem foi reeleito presidente em um acordo com os filiados locais. Em Mauá, o também empresário e ex-prefeiturável José Roberto Lourencini deve presidir a legenda – e terá o ex-presidente Márcio Canuto como secretário geral.

Apesar do apalavrado, em Diadema há possibilidade de dissolução do diretório. Tudo porque Mamede, aliado do prefeito de São Bernardo, Orlando Morando (PSDB), tem caminhado para apoiar a pré-candidatura do ex-deputado estadual Márcio da Farmácia (Podemos) à Prefeitura, enquanto a direção estadual quer caminhar com o projeto eleitoral do presidente da SPObras, Taka Yamauchi (MDB). Caso Mamede insista no suporte a Márcio, é grande a chance de intervenção no diretório que nem sequer foi constituído oficialmente.

Já em Mauá, a alocação de Lourencini como presidente tem como principal objetivo potencializar o empresário para a eleição do ano que vem. Havia especulação para que o vereador Leonardo Alves pudesse assumir o comando da sigla na cidade, mas chegou-se a um consenso de indicar Lourencini e, desta forma, dar mais protagonismo para ele – Lourencini tende a ser vice em uma provável chapa encabeçada pelo presidente da Fundação Casa, Juiz João (PSD).

Em Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra, o cenário é de completa indefinição. Em Ribeirão, a principal liderança é Cezar de Carvalho, porém, o partido ainda não definiu seus rumos para 2024. Há diálogo aberto para que o tucanato apoie a pré-candidatura do ex-vice-prefeito Gabriel Roncon (Cidadania) mesmo sem indicar o vice – função que foi prometida a outro ex-vice da cidade, Amigão D’Orto (PSB).

Em solo rio-grandense, o PSDB desde a cassação de Claudinho da Geladeira segue em estado de letargia profunda. A direção estadual tende a apoiar o projeto do ex-vereador Akira Auriani (PSB), segundo colocado na eleição de 2020.

Em Santo André, o presidente é o secretário de Comunicação da Prefeitura, Edson Salvo Melo. Em São Bernardo, Fernando Leça dirige a sigla. E em São Caetano, a secretária de Saúde do Palácio da Cerâmica, Regina Maura Zetone, comanda o partido – e está na lista de nomes considerados pelo prefeito José Auricchio Júnior (PSDB) para liderar a candidatura governista em 2024.




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