Economia Titulo Segundo especialista

Reforma tributária deverá gerar empregos na região

Redução da carga de impostos tende as impulsionar a criação de postos de trabalho, sobretudo no setor industrial

Nilton Valentim
22/12/2023 | 07:00
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A reforma tributária, promulgada pelo Congresso na quarta-feira, deverá acelerar a geração de empregos no Grande ABC. A opinião é do coordenador do programa de consultoria de negócios da Strong Business School, professor Valmir Conde. Para ele, a redução na carga de impostos deverá acelerar a abertura de vagas, principalmente no setor industrial.

“O Grande ABC está inserida em um contexto de grande movimentação e transformação, tanto em negócios, serviços como econômica. É uma região inquieta, vem se transformado e acompanhando a modernização com novos modelos de negócios, exigido pelo mercado”, afirma o professor.

“Em função da expectativa de redução dos custos de produção e aumento de produtividade, o impacto será a geração de mais empregos. A reforma tributária pode gerar uma alavancagem na região”, destaca Conde.

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O especialista pontua que a indústria é o setor que mais paga imposto no Brasil. Atualmente, segundo dados da CNI (Confederação Nacional da Indústria), o segmento responde por 34% dos tributos federais, e em torno de 40% dos estaduais. “Não temos ainda uma alíquota definida, mas as estimativas podem girar em torno de 25%. Então, a expectativa é que a indústria poderá ter um ganho tributário”, opina.

“Apesar de o Grande ABC ter perdido na indústria automotiva ao longo da década, também dobrou o número de indústrias de outros setores em 20 anos. Mas infelizmente foram muitos os fechamentos de postos de trabalho. A reforma pode gerar mais vagas e com isso, fazer com que a região como um todo, possa viver um melhor momento econômico”, analisa Conde.

O professor ressalta ainda que a adaptação ao novo sistema tributário ainda levará tempo. Ano que vem o governo deverá enviar leis complementares para o Legislativo, para que a reforma seja definitivamente regulamentada. Entretanto, segundo Conde, “no mundo, cerca de 174 países têm um sistema simplificado como o que foi aprovado no Brasil e modernizar o sistema tributário no País era urgente e fundamental para facilitar os processos, simplificar impostos, evitar cumulatividade”, afirma. 




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