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Nada a comemorar
Por Da Redação
01/12/2023 | 09:29
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A taxa de mortalidade infantil no Grande ABC está abaixo dos índices estadual e nacional. A informação é relevante, pois evidencia o esforço contínuo das sete cidades na ampliação dos cuidados às gestantes e aos recém-nascidos, mas não deve ensejar nenhuma celebração. Muito pelo contrário. A região ainda perde 10,4 crianças para cada grupo de 1.000 nascidas vivas antes do primeiro ano de vida. No Brasil, o número é de 12,9 e, em São Paulo, de 11,1. Embora os sinais emitidos pelo estudo realizado pela Fundação Seade (Sistema Estadual de Análise de Dados) sejam positivos para os municípios do bloco, ainda há muito trabalho a ser feito na tentativa de derrubar a zero os indicadores.

O desempenho da região nos indicadores de mortalidade infantil reflete ambiente propício para o crescimento saudável das crianças. A melhoria pode ser atribuída a diversos fatores, como investimentos em infraestrutura, acesso a serviços de saúde de qualidade e programas de assistência social – desde a gestação. No entanto, é necessário enfatizar que, quando observadas em suas individualidades, determinadas cidades do Grande ABC apresentam situação bastante preocupante. Em Diadema, por exemplo, o índice é de 13,2 mortes de bebês antes do primeiro ano a cada 1.000 nascidos vivos – maior, inclusive, que o nacional. Mauá segue exatamente na mesma linha, com 13,1.

Mas todas as sete cidades precisam melhorar. A busca por indicadores de mortalidade infantil iguais a zero deve ser o objetivo primordial, destacando a necessidade contínua de aprimorar políticas públicas, cuidados pré-natais, acesso a serviços médicos e educação sobre saúde materna e infantil. Mesmo ante cenário mais positivo, é essencial manter o comprometimento constante com a redução desses índices, trabalhando para eliminar disparidades e proporcionar ambiente saudável para as crianças nascerem e crescerem. A prevenção de mortes infantis deve ser encarada como responsabilidade coletiva, envolvendo a colaboração entre governos, organizações não governamentais e a sociedade civil.




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