Pressionados com um processo de reintegração de posse da área, os comerciantes criaram a Acrope (Associação dos Comerciantes da Rota dos Peixes) e procuraram a Prefeitura para ajudar na regularização. Os comerciantes querem saber o que é necessário fazer para conseguir um contrato de comodato para uso da área com permissão da Emae.
A área pertencia à Eletropaulo, mas, com a venda da estatal, a Emae assumiu os terrenos. Outro problema para os comerciantes é o fato de a maioria das instalações estar a menos de 50 m da represa Billings.
“Existe um processo na Justiça que obriga a Emae a retirar esses comércios, pois além de invasores, estão em área protegida ambientalmente. A empresa está sensível à situação dos comerciantes, que querem se regularizar, mas se houver uma decisão judicial teremos de cumpri-la. Para que eles (comerciantes) possam ficar, temos de receber documento do MP que permita a permanência”, disse a coordenadora de Meio Ambiente da Emae, Lúcia Regina Silveira.
O presidente da Acrope, Alcides Antoniassi, afirmou que os comerciantes estão dispostos a fazer o que for necessário para continuar na área. “Procuramos a Prefeitura, e o Departamento de Meio Ambiente vai nos ajudar. Na reunião que tivemos com a diretoria da Emae, eles se mostraram dispostos a fazer um acordo. Agora, basta a Prefeitura definir o que precisamos arrumar que vamos nos adequar.”
Antoniassi acredita que a permanência dos comerciantes é melhor para a preservação dos mananciais. “Criamos um roteiro turístico para a região e temos a intenção de preservar o local porque, afinal de contas, é de onde tiramos nosso ganha-pão.”
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