Alteração Atual titular de Inovação e Administração vai acumular funções: ‘Desafio é manter qualidade do serviço e receitas’
DGABC

O secretário de Inovação e Administração da Prefeitura de Santo André, Pedro Seno, vai acumular, a partir desta quinta-feira, o comando da pasta de Finanças. O prefeito de Santo André, Paulo Serra (PSDB), nomeou Seno para o cargo – a publicação será feita nesta quinta no Diário Oficial municipal.
Seno vai assumir o cargo de José Cláudio Simões, economista concursado da Prefeitura, e retorna aos trabalhos na secretaria que comandou no início do atual mandato de Paulo Serra – à época, havia herdado o posto de Edson Salvo Melo (PSDB), atual secretário de Comunicação.
Ao Diário, Seno argumentou que não houve mal estar com a alteração no primeiro escalão e que ele foi designado por Paulo Serra para dar sequência à política de controle de gastos e zelo nas finanças do Paço.
“Não teve crise alguma com o trabalho que vinha sendo executado. É que a Secretaria de Finanças é uma área sensível, delicada e que gera um desgaste natural. Diferentemente de outras cidades, em Santo André o planejamento orçamentário está dentro de Finanças, pagador das contas, então o secretário fica responsável por um difícil equilíbrio de contemplar as áreas dentro de um orçamento municipal”, disse Seno. “É como se fosse uma pizza com muita gente para comer. Sempre terá alguém com um pedaço maior e temos de administrar isso”, comparou.
Seno chega à Secretaria de Finanças dez dias depois de a Prefeitura ter publicado um decreto de contingenciamento de gastos até o fim do ano. O decreto estipula redução de despesas de contratos na ordem de 25%, suspensão de custeio de viagens, início de obras com recursos do Tesouro que não tenham caráter emergencial, aditamentos contratuais e limitação de horas extras.
“Esse decreto de contingenciamento não significa crise nas contas públicas. O prefeito Paulo Serra se notabilizou por, desde o começo da gestão, dar controle nas finanças. Estamos no fim do penúltimo ano de governo, perto de entrar no último ano, e esse olhar permanecerá em foco”, pontuou.
Seno admitiu, porém, que há queda de arrecadação – sobretudo do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) – e que esse é um dos desafios impostos em seu trabalho. “Vejo três grandes desafios nas finanças: queda de arrecadação de alguns impostos essenciais, como ICMS, aumento e ampliação de serviços e qualidade da prestação deles e a dinâmica de precatórios do município. Lidar com esse tripé é uma missão que temos para tocar.”
Sobre precatórios, Seno disse que, apesar da redução do estoque da dívida judicial herdada da gestão do ex-prefeito Carlos Grana (PT), esse assunto ainda pressiona as contas públicas. “Reduzimos de R$ 4 bilhões para R$ 1 bilhão, uma queda significativa. Mas é um assunto que ainda lidamos.”
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