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Grande ABC perde R$ 9,9 bi em potencial de consumo em 10 anos

A cada R$ 100 que serão gastos no Brasil neste ano, R$ 1,72 ficarão nas sete cidades; em 2013, era R$ 1,87, o que representa redução de 7,8%

Por Nilton Valentim
do Diário do Grande ABC
19/06/2023 | 08:18
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Celso Luiz/01.12.2021


A cada R$ 100 que serão gastos no País durante este ano, R$ 1,72 ficará no Grande ABC. A projeção é feita pela IPC Maps e revela queda de 7,8% no valor em relação a 2013, dez anos atrás, quando este número era de R$ 1,87. Uma coisa, entretanto, permaneceu inalterada: se a região fosse um único município, seria a quarta no ranking nacional dos maiores potenciais de consumo – atrás de São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília.

“Em 2013 a participação do Grande ABC no cenário brasileiro era de 1,87211%; em 2023 será de 1,72558%, o que representou perda de R$ 9,9 bilhões no bolso da população da região”, afirma Marcos Pazzini, responsável pelo IPC Maps. Ele estima para esse ano total de R$ 115,8 bilhões de consumo total nas sete cidades. 

Uma das razões para a queda do potencial de consumo apontada por Pazzini é a diminuição das residências que se encaixam nas classes econômicas A e B e, respectivamente, o crescimento das classificadas como C, D e E. “Houve forte redução na quantidade de domicílios das classes A e B, respectivamente queda de 32,6% (de 56.945 para 38.355) e 26,5% (de 370.720 para 272.306) entre 2013 e 2023. Este processo é conhecido como migração social negativa e é o que influenciou a perda de potencial de consumo do Grande ABC entre 2013 e 2023”, afirma Pazzini. Nesta década, a classe C cresceu 25,6% (de 369.174 para 488.706) e as que se enquadram na D e E, 144,6% (de 71.100 para 173.931). 

Entre 2013 e 2023, a região ganhou 137.668 empresas, sendo 109.395 no setor de serviços. A indústria contribuiu com 25.473 unidades e o comércio com 2.715. As 85 restantes são do segmento do agribusiness. “Na análise de quantidade de empresas, o desempenho do Grande ABC segue o padrão do Brasil, com aumento na quantidade de estabelecimentos dos setores de indústria, serviços, agribusiness e comércio”, afirma Pazzini.

Nos últimos dez ano a população das sete cidades cresceu 6,5%, passando de um contingente de 2.684.066 pessoas para 2.857.288. 

O estudo do IPC Maps chama atenção para o aumento de 22,5% na frota da região. No período, as cidades ganharam 356.636 veículos, passando de 1.586.647 em 2013 para 1.943.283. “Este crescimento maior da frota pode ser explicado pelo aumento dos serviços de delivery, que tiveram uma forte demanda durante e após a pandemia de 2020, além do aumento da oferta de serviços de transporte por aplicativo”, aponta Pazzini.

ONDE VAI O DINHEIRO

Na distribuição por classes sociais, a A e B – que representam 31,9% dos 973.298 lares da região, serão responsável por 62,7% de tudo que será gasto na região. Já os segmentos C, D e E, com 68,1% das residências, têm consumo estimado em 37,3%.

Neste ano, a região deverá consumir R$ 32,083 bilhões com habitação. Esta será a categoria como maior demanda no período, seguida por veículo próprio, com R$ 12,859 bilhões. Em terceiro aparece alimentação no domicílio, com R$ 9,454 bilhões, segundo o estudo.




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