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‘Armadilha’ pode diminuir casos em 80%

Método adotado neste ano em Ribeirão Pires foi criado por empresa holandesa

20/04/2023 | 10:59
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Divulgação/PMM/Evandro Oliveira
Divulgação/PMM/Evandro Oliveira Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


A Prefeitura de Ribeirão Pires instalou 700 armadilhas de auto disseminação da Biovec para conter a dengue na região. Em 2022, quando houve recorde de casos de dengue na história do Brasil, o município registrou um aumento de 26,4% nos casos em comparação com 2021. Com a nova solução, a Prefeitura espera reduzir os casos em 80%. A solução foi importada da Holanda pela Biovec para acelerar o uso de tecnologias de ponta na saúde. Reconhecida pela OMS (Organização Mundial da Saúde), a tecnologia apresenta um desempenho superior aos métodos tradicionais e é sustentável. “A armadilha da Biovec usa os hábitos do próprio mosquito para fazer a transferência dos larvicidas nos locais de água parada, eliminando sua possibilidade de reprodução. Sua atuação abrange uma área de até 1.000 m² e, em 30 dias já se nota uma expressiva redução de mosquitos”, afirma Daniel Sindicic, CEO do Grupo Lara. O prefeito de Ribeirão Pires, Guto Volpi (PL), destacou a ação de combate ao mosquito Aedes Aegypti no município, “Estamos lançando a campanha contra Dengue, Chikungunya e Zika com uma tecnologia simples, eficiente, que vai estar em todos os locais de risco e de foco do mosquito na cidade. Além disso, a nossa gestão, através do Centro de Controle de Zoonoses vai continuar realizando vistorias, ações educativas para que esse combate seja realizado em conjunto com a população”, disse.

Durante o ano de 2022 foram registrados 1,4 milhão de casos prováveis de dengue no Brasil. Segundo o último boletim epidemiológico da Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente, os Estados que tiveram mais mortes foram São Paulo (282), Goiás (162), Paraná (109), Santa Catarina (88) e Rio Grande do Sul (66).  Especialistas da área da saúde apontam que entre as principais causasdeste aumento estão o ciclo da doença, que apresenta picos em intervalos de aproximadamente três anos, e a diminuição da percepção de risco para a dengue. Fatores como a falha na distribuição de larvicida e fumacê às prefeituras em 2020 também colaboraram para este quadro. Por isso, algumas prefeituras estão investindo em tecnologias efetivas para reverter este cenário. Segundo dados da Vigilância Epidemiológica, 80% (4 em cada 5) dos criadouros com larvas do Aedes aegypti são encontrados em residências com moradores e apenas 20% estão em casas fechadas ou abandonadas.

DGABC



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