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Familiares de alunos da escola Anne Sullivan cobram respostas de Auricchio

Familiares de alunos com deficiência atendidos pela escola que deve ser fechada pela Prefeitura de S.Caetano pedem diálogo; caso acumula polêmicas

05/02/2023 | 18:53
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14 Guerreirinhos/Divulgação
14 Guerreirinhos/Divulgação Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


Familiares de alunos da E.E.B. (Escola de Educação Básica) Anne Sullivan, de São Caetano, foram às ruas nesse domingo (5) para pedir diálogo e se manifestar contra o encerramento das atividades da unidade, que oferece atendimento especializado a crianças e jovens com deficiências severas. No terceiro protesto realizado neste ano, o prefeito José Auricchio Júnior (PSDB) foi alvo de críticas dos participantes, que fizeram apelo e exigiram posicionamento do chefe do Executivo. 

Desde novembro passado, quando a Prefeitura comunicou a decisão de interromper as atividades do ensino básico na E.E.B. Anne Sullivan, familiares dos alunos, com o apoio da Associação de Mães e Cuidadores de Pessoas com Deficiência da cidade, tentam agenda com o prefeito. 

Em ofício protocolado pelo gabinete de Auricchio no dia 18 daquele mês, o grupo pedia reunião para tratar sobre a permanência da escola. “Sabemos da responsabilidade e compromisso do exmo. prefeito sr. José Auricchio Júnior, por isso apostamos no diálogo e no acolhimento que o mesmo dará a essas famílias - cuidadoras que dependem do atendimento especializado e individualizado aos seus filhos”, sinaliza o documento. Até o momento, não houve retorno ao pedido. 

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À falta de transparência e de apoio aos estudantes, segundo relato das famílias, recentemente se soma às polêmicas em torno do encerramento das atividades da E.E.B. Anne Sullivan processo por suposto desvio de recursos públicos. A gestora da unidade de ensino, Fundação Anne Sullivan, protocolou em janeiro deste ano ação civil pública para cobrar, na Justiça, a devolução de valores que teriam sido desviados por ex-funcionário da instituição, como noticiou o Diário na edição do último dia 30.

Marcello Patelli, 54 anos, pai de Clara, 8, uma das alunas atendidas na unidade de ensino especializada, estava entre os manifestantes desse domingo. Mesmo diante das negativas, as famílias permanecem firmes para defender o direito dos filhos. “A gente precisa separar o que eles têm e o que estão oferecendo”, explicou Marcello sobre a indicação, pela Prefeitura, de outras duas unidades de ensino especializado para a transferência dos estudantes. 

“Se eles não tivessem nada até aqui, qualquer instituição seria um ganho. Mas a E.E.B. Anne Sullivan tem um nível de qualidade de atendimento que nenhuma das outras consegue entregar. O prefeito não pode regredir na qualidade, e a gente sabe que vai. São muitos problemas e diferenças que sempre vão ser complicados para a Prefeitura sanar se não houver o desejo”, argumentou.

“Vamos tentar de tudo. Queremos aumentar o número de deputados e lideranças para nos apoiar nessa situação. Está difícil, mas não vamos perder a esperança”, disse Dara Calaça, 39, mãe de Yakini, 11.

A Prefeitura não respondeu aos questionamentos do Diário.




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