Compromisso Governador pretende trabalhar pela expansão da malha metroviária; em campanha, prometeu Linha 20-Rosa para atender Grande ABC
Celso Luiz/DGABC

A ampliação da malha metroviária paulista para além dos limites da Capital ganhou destaque nos primeiros discursos de Tarcísio de Freitas (Republicanos) no cargo de governador de São Paulo. Por várias vezes durante as várias atividades da solenidade de posse, ontem (1°), ele tocou no assunto. O início das obras da Linha 20-Rosa, que atenderá o Grande ABC, foi uma das promessas de campanha do gestor.
"A gente precisa fazer com que o Metrô não seja uma exclusividade da cidade de São Paulo. Vamos expandir a malha metroviária, seguindo com as obras que estão em andamento e elaborar projetos para novas obras o mais rápido possível", declarou Tarcísio de Freitas em entrevista coletiva após ser empossado. O Diário acompanhou a conversa com os jornalistas.
Tarcísio assume o Estado com cerca de 37 km de obras de Metrô e CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) em andamento. A gestão de João Doria (sem partido) e Rodrigo Garcia (PSDB), iniciada em 2019, prometeu 50km de malha metroviária, mas entregou só 10,9 km. Ao todo, há canteiros em cinco linhas, como a 6-Laranja, a 15-Prata e a 17-Ouro. Atrasados por motivos variados, os três projetos têm potencial para, juntamente com as extensões das linhas 2-Verde e 9-Esmeralda, ampliar a malha atual em 40%. A Linha 20-Rosa está na fase de projeto, sem prazo para sair do papel.
"Só há um remédio para lidar com a desconfiança. E é um remédio poderoso capaz de tutelar as relações entre a sociedade e o Estado: o cumprimento de promessas. A realização de compromissos", declarou o novo governador em discurso após a posse.
Tarcísio passou boa parte da campanha eleitoral destacando a importância da expansão do Metrô, principalmente para o Grande ABC. Durante um encontro com empresários em São Bernardo no dia 18 de outubro, ele declarou que essa medida seria uma das prioridades de seu governo.
"Já passou da hora de o Grande ABC ter o Metrô. A região precisa e está pedindo por isso. Faremos um projeto de imediato para que as obras se iniciem o mais rápido possível", disse Tarcísio de Freitas na ocasião.
Tarcísio chega ao Palácio dos Bandeirantes após um ciclo de 28 anos do PSDB à frente da administração estadual.
Após Rodrigo Garcia, que tentou a reeleição e foi derrotado, o partido deixa de comandar o Estado onde venceu todas as eleições de 1994 a 2018. Rodrigo apoiou Tarcísio no segundo turno contra Fernando Haddad (PT).
Republicano conta com 24 secretarias
O governo de Tarcísio de Freitas vai contar com 24 secretarias, mesmo número que o do antecessor, encabeçado por João Doria (sem partido) e, desde abril, Rodrigo Garcia (PSDB). No entanto, uma das Pastas será uma secretaria especial, que não tem toda estrutura de pessoal de uma secretaria comum.
A secretaria Especial de Projetos Estratégicos será administrada por Guilherme Afif Domingos, que foi coordenador do governo de transição.
Também foram criadas novas Pastas e algumas da última gestão foram fundidas ou extintas. Entre as mudanças está a criação da Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação, que terá a obrigação de cuidar, além da política habitacional,do planejamentodas regiões metropolitanas.
O desenho inicial do novo governo estadual estabelecia a extinção da secretaria das Pessoas com Deficiência, que seria incorporada à secretaria de Justiça e Cidadania. Mas, após a pressão de ONGs (Organizações Não Governamentais) e entidades do setor, Tarcísio voltou atrás e decidiu manter a Pasta, que terá como novo secretário o advogado e ex-presidente da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), Marcos Costa.
Foi criada uma Secretaria de Políticas para as Mulheres, uma promessa de campanha do novo governador. A secretária será Sonaira Fenandes (Republicanos), vereadora da cidade de São Paulo.
Também há uma representante do Grande ABC no primeiro escalão do novo governo. A ex-diretora administrativa da Câmara de São Caetano, Marília Marton, será a secretária de Cultura. Ela já foi chefe de gabinete da secretaria de Cultura da cidade de São Paulo em 2007, durante a gestão de Gilberto Kassab (PSD) e também da secretaria de Educação da Capital paulista durante a gestão de Fernando Haddad (PT).


Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.