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Pelo fim da CLT


Glauco Braido
Vereador e empresário

06/08/2022 | 12:04


A reforma trabalhista completa cinco anos de uma existência claudicante para trabalhadores e empresários, eliminando a contribuição sindical obrigatória, responsabilizando demandas vazias na Justiça do Trabalho e penalizando um pouco menos a economia nacional e a empregabilidade. Ao término de um governo, renasce a sombra de um retrocesso na área e uma eventual revisão sobre essa reforma com todo ranço petista e sindical possível.

A esquerda brasileira que hoje brada contra o fascismo esquece-se oportunamente que a CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) foi promulgada por uma ditadura, a de Getúlio Vargas, e uma cópia fiel da Carta de Lavoro, de Mussolini, arauto de um fascismo sanguinário perpetrado pelos “camisas negras” italianos. O povo brasileiro foi convencido ao longo de anos de populismo, patrimonialismo e paternalismo que a CLT é boa para o trabalhador e para o país. Não é! Ela é retrógrada, inibe o crescimento econômico e a livre-iniciativa e tornou durante décadas o trabalhador refém de sindicatos canhestros que levaram Lula à Presidência da República, tal o acumulo de capital coletado com o suor e esforço de cada trabalhador que era obrigado a ver seu salário ser “tungado” pela contribuição sindical obrigatória.

A reforma trabalhista, proposta durante o governo Temer, colocou o Brasil no caminho certo, no sentido da modernidade das relações de trabalho e se não alcançamos a prosperidade como sociedade é porque há um passivo histórico e desconfiança mútua na relação capital trabalho para não tocar na falta de segurança jurídica que essa relação envolve para o tomador de capital na economia real. Não foram gerados milhões de empregos previstos, mas o cenário econômico global não ajudou.

Hoje, 12 milhões de brasileiros continuam fora do mercado de trabalho; acabar com a CLT é radicalizar, pode ser, mas como inserir um contingente tão grande de pessoas com baixa qualificação no mercado de trabalho? Criando mais burocracia, penalizando a atividade econômica e demonizando o empresário com certeza não é o melhor para o país lograr sucesso no combate à pobreza e miséria.

A corrupção cujo combate parece ter sido renegado na pauta nacional ainda gera um custo alto para o país que poderia ser revertido em benefício dos milhões de desempregados, mas enquanto não há coragem de enfrentar as coisas como elas são, empurra-se com a barriga, e espera-se insanamente que fazendo sempre as mesmas coisas chegue-se a resultados diferentes.



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