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Preços no Grande ABC caem 0,25%


Daniel Trielli
Do Diário do Grande ABC

23/06/2006 | 08:08


A tendência de desaceleração dos preços continua no Grande ABC. O IPC-Imes (Índice Preços ao Consumidor da Universidade Municipal de São Caetano) registrou deflação de 0,25% na segunda quadrissemana de junho, um resultado já esperado pelos analistas. A queda nesse levantamento dá continuidade ao registrado na primeira quadrissemana, de -0,12%.

O coordenador do IPC-Imes, Lúcio Flávio Dantas, diz que a deflação era prevista de longe. “O índice da Fipe já mostrava queda dos preços no final de maio. Desde a segunda metade do mês passado a gente percebia essa tendência”, conta.

Ele explica que os fatores que prendiam a inflação no Grande ABC eram desempenhos pontuais de certos produtos. “A única coisa que estava segurando o índice positivo era a performance de alguns setores, como o farmacêutico. Vimos que as farmácias mantinham o preço dos remédios quando seria natural que caísse. Outro fator que interferiu em maio foi o aumento das tarifas de ônibus na região. Quando passou o mês, esse fator não entrou mais na equação”, diz o economista.

Ele ainda indica que a deflação deve prosseguir por todo mês. “Acredito que vamos fechar junho com deflação de 0,3%. Mas em julho, vamos ver uma reversão natural dessa rota”, explica.

Motivo – De acordo com Dantas, a deflação teve como peso maior dois fatores: o preço no setor de transportes (variação de -0,86%) e o dos produtos alimentícios (-1,45%). O primeiro foi puxado pelo preço dos combustíveis. “Em especial o preço do álcool, cuja queda teve grande peso no índice.” Ele conta que esse combustível em particular teve uma forte queda na segunda quadrissemana de junho: 16,7%. A gasolina, em comparação, caiu 1,25% no mesmo período.

Mas Dantas enfatiza que o preço do álcool vai se estabilizar. Ele aponta que a variação foi mais acentuada na primeira quadrissemana (-18,98%), o que indica a desaceleração da queda. É importante notar que essa estabilização também é prevista por outros analistas, como do Regran (Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do ABC), da Unica (União da Agroindústria Canavieira de São Paulo), e dos próprios postos de gasolina. “Essa tendência só muda se houver uma alteração drástica dos fatores, seja de demanda ou de oferta. Mas isso é muito improvável”, conta Dantas.

Cesta – O economista também deu ênfase à queda do preço dos alimentos, que tradicionalmente são grandes contribuintes para a inflação. “Além disso, também são os mais perceptíveis pelo consumidor”, conta. A queda do custo dos alimentos foi impulsionada pelos in natura – frutas, legumes e verduras (-5,62%).

Dantas deu destaque para os semi-elaborados – principalmente os cereais, que apresentaram queda de 1,35%. “O feijão é um alimento que forçou para baixo os preços. Ele vinha de um período de preço alto, devido à entressafra”, diz.


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