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Comércio projeta lucro de até R$ 13,7 bilhões no período do inverno

Celso Luiz/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Levantamento nacional baseado em pesquisa estima acréscimo de 9,2% nas vendas em comparação com as outras estações do ano


Beatriz Mirelle
Especial para o Diário

30/05/2022 | 07:00


A onda de frente fria que atingiu o Brasil recentemente fez os consumidores investirem em vestimentas para suportar as baixas temperaturas. Mesmo no outono, a expectativa do varejo de vestuário, calçados e acessórios é boa em relação às vendas deste ano. De acordo com a CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo), o setor projeta lucro de R$ 13,76 bilhões entre maio e agosto de 2022.

O levantamento, baseado na PMC (Pesquisa Mensal de Comércio) e da PMS (Pesquisa Mensal de Serviços) do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), registra que o acréscimo médio é de 9,2% nas comercializações durante o inverno na comparação com estações intermediárias (primavera e outono).

“O varejo de vestuário segue buscando superar as dificuldades consequentes da pandemia de Covid-19 e do cenário econômico do País. Por isso, a estação gera expectativas positivas para que os comerciantes consigam alavancar as vendas”, explica o presidente da CNC, José Roberto Tadros.

Thaís Maia, gerente da Red’O Outlet, em Santo André, afirma que a movimentação no estabelecimento aumentou por conta do frio. “As pessoas correram para comprar peças mais quentes. Recebemos 500 mercadorias por semana e, com a frente fria, vendemos bem mais que o normal”, comentou.

A estudante de farmácia Bárbara Gabrielle, 19 anos, tem aulas presenciais na faculdade e comprou roupas para aguentar o frio tanto em casa quanto no campus da universidade. “Doei algumas peças ao longo da pandemia. Então, não tinha nenhuma blusa grossa o suficiente para suportar as baixas temperaturas.” Na última semana, ela adicionou ao guarda-roupa dois moletons, uma camisa de manga comprida e um pijama de inverno. “Por enquanto, não pretendo comprar mais nada. Só espero que o frio não piore. Os preços estavam altos, principalmente das blusas mais acolchoadas.”

A vendedora Alexandra Barbosa, da loja Eliana Maza, em Santo André, alega que houve aumento de 30% nas vendas entre os dias 16 e 20 de maio em comparação às primeiras semanas do mês. “Começamos com a coleção de frio em fevereiro. A peça que mais saiu foi a blusa de lã. Nos últimos dois anos, não tínhamos muitas perspectivas de altas, mas, para o inverno de 2022, estimamos acréscimo de 50% nas vendas em relação ao mesmo período de 2021.”

São Paulo deve ter os números mais favoráveis, movimentando R$ 4,27 bilhões em volume de vendas. Em seguida, está Minas Gerais, com R$ 1,50 bilhão. Rio Grande do Sul fica em terceiro lugar, acumulando R$ 1,44 bilhão, e se destaca com alta de 11,8% no chamado “efeito inverno”, que possui vendas superiores a primavera e outono.

Os Estados do Sul e Sudeste apresentaram os maiores faturamentos por enfrentarem as temperaturas mais baixas, explica o economista da CNC, Fabio Bentes, responsável pelo estudo. “Não é só a queda de temperatura que faz o consumidor demandar mais as peças de frio, mas as novidades trazidas pelo setor nesse período, estimulando o consumo, especialmente nos Estados mais ricos, que concentram quase 70% das vendas no Brasil”, diz. 



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