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São Caetano inaugura novas instalações de Biblioteca Paul Harris

Celso Luiz Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Mudança de local foi anunciada em agosto de 2021 pelo Diário e gerou protestos da sociedade civil


Aline Melo
Do Diário do Grande ABC

12/05/2022 | 17:14


A Prefeitura de São Caetano inaugurou na tarde de hoje (12) as novas instalações da Biblioteca Municipal Paul Harris, no prédio da Secretaria de Educação, na Avenida Goiás. A mudança de localidade - o equipamento funcionou até agosto de 2021 na Avenida Dr. Augusto de Toledo - foi alvo de críticas de escritores, ex-conselheiros de cultura, vereadores e diversos outros integrantes da sociedade civil. A justificativa da Secretaria de Educação para a mudança foi a necessidade de modernização das instalações e a deterioração do endereço anterior. A decisão que determinou a troca de local da biblioteca, fundada em 1954, foi tomada durante a gestão interina do presidente da Câmara Municipal, Tite Campanella (Cidadania).

Durante a cerimônia de inauguração do equipamento, que agora ocupa dois espaços distintos da Praça Di Thiene, um para obras literárias e infantis e outro para livros de outras áreas do conhecimento, o prefeito José Auricchio Júnior (PSDB) afirmou que São Caetano é uma cidade geograficamente pequena, que conta com poucos espaços de lazer, e que a biblioteca ao lado da Praça favorece o uso e ocupação do espaço público, potencializando as área de lazer e cultura do município.

"A cidade é um ser vivo. Aqui nessa região a praça, biblioteca, melhoram o entorno e a qualidade de vida", declarou o prefeito. Auricchio fez menção à polêmica que se criou na cidade quando a sociedade soube da mudança de local, mas pontuou que "não se faz uma omelete sem quebrar os ovos" e que mudanças sempre trazem algum grau de desconforto. "Frente à deterioração do prédio, a chegada da digitalização, foi a melhor saída", concluiu.

A secretária de Educação, Mineia Pachoaleto Fratelli, garantiu que os 30 mil exemplares de livros da biblioteca foram disponibilizados nas novas instalações, além de mais de 3.000 títulos digitais, que podem ser baixados no celular, bastando que o usuário tenha cadastro no equipamento. "A cidade tem outros locais para eventos, teatros, auditórios, onde podemos fazer os eventos se for necessário", argumentou.

Integrantes da APL (Academia Popular de Letras) e ex-conselheiros de cultura da cidade criticaram a mudança. Apontam que a mudança de local fez com que a biblioteca perdesse o auditório onde eram realizados eventos literários, lançamentos de livros e saraus e acreditam que a divisão do acervo e a proximidade com a área aberta da praça além de reduzir o número de usuários - antes da pandemia, a biblioteca chegava a receber 21 mil usuários - e deixa os eventos e até a visitação do equipamento sujeita a dificuldades como clima chuvoso.

"O próprio evento de lançamento foi em um palco improvisado e isso vai se repetir a cada nova atividade", afirmou o escritor e ex-conselheiro de cultura, José Ignácio Mendes. Também escritora e integrante da APL, Patrícia Romero, afirmou que a necessidade de modernização da biblioteca não é argumento para a mudança e escancara a falta de investimentos no equipamento ao longo dos anos. "Toda essa discussão é importante para a gente trazer a população para esse debate. A gente precisa se envolver mais, participar mais, porque infelizmente, se consome muito pouca cultura no País", afirmou.

A co-vereadora do mandato coletivo Mulheres por Mais Direitos, Paula Aviles (PSOL), avaliou que a mobilização da sociedade civil foi o que garantiu que a biblioteca fosse instalada no novo endereço, uma vez que nas primeiras informações sobre a mudança, chegou-se a falar que seria tudo digitalizado. "A gente poderia nem ter essas instalações", pontuou. "No outro endereço havia um espaço de convivência, de socialização, e o que temos agora é um depósito de livros", afirmou. As vereadoras do mandato coletivo, em conjunto com integrantes da sociedade civil, estão articulando a apresentação de um projeto de lei que crie um conselho gestor do Sistema Municipal de Bibliotecas - que inclui a Paul Harris e a Biblioteca Municipal Esther Mesquita - que seja paritário, mas com um integrante a mais da sociedade civil. "O objetivo é garantir que não haja mais mudanças como essas a cada nova gestão", explicou o advogado e ex-conselheiro de cultura da cidade, José Augusto Valim. 



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