Fechar
Publicidade

Sábado, 13 de Agosto

|

Max º Min º
Clima da Região Trânsito Assine Clube do Assinante Diário Virtual Login

economia@dgabc.com.br | 4435-8057

Brasileiro já gasta até R$ 268 com serviços de streaming

Claudinei Plaza/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


05/05/2022 | 07:00


Com o recente reajuste dos preços, o consumidor brasileiro está pagando mais caro pelas assinaturas de serviços de streaming de vídeo neste ano. Em 2019, antes da pandemia, o brasileiro desembolsava R$ 77,70 por mês para ter acesso aos serviços Netflix, Prime Video (da Amazon) e Globoplay - as principais plataformas disponíveis na época. Agora, em 2022, o gasto mensal para assinar esses mesmos serviços já chega a R$ 95,70, um aumento de 23,2%.

Além da alta nos preços de Netflix e Amazon, a multiplicação de opções de serviços de streaming de vídeo, com a chegada de Disney+, HBO Max, Telecine, Apple TV+, Star+, Starzplay, Paramount+, fez o valor pago por quem deseja ter acesso a todo esse acervo audiovisual ficar mais alto.

O consumidor precisa desembolsar mensalmente até R$ 268 para assinar todos esses serviços - esse valor pode ser menor com planos anuais ou programas de descontos oferecidos por empresas parceiras. Mas esse custo não inclui serviços de nicho, entre eles os dedicados a filmes de arte, como Mubi e Belas Artes.

INFLAÇÃO

A alta de Netflix e Amazon fica um pouco abaixo da inflação acumulada no período (23,83%), mas, junto do aumento de outros gastos, como gasolina, energia e alimentação, o custo tem pesado cada vez mais no orçamento familiar.

Nesta semana, a Amazon anunciou um aumento de 50% no valor da assinatura do Prime, que dá acesso ao serviço de streaming Prime Video, frete grátis no site da empresa, e ao streaming de música Amazon Music. A mensalidade passou de R$ 9,90 para R$ 14,90. Foi o primeiro reajuste desde o lançamento do Prime, em 2019.

No caso da Netflix, o último reajuste foi em julho de 2021, quando a mensalidade da assinatura básica passou de R$ 21,90 para R$ 25,90. A empresa anunciou este ano o aumento dos valores nos EUA e em outros países, mas não no Brasil.

Em 2011, quando a Netflix estreou no Brasil, a assinatura mensal custava R$ 14,90. Com a evolução do negócio, a empresa criou diferentes planos, que agora partem de R$ 25,90 e chegam a R$ 55,90. Considerando o pacote mais básico, o aumento acumulado é de 73,8%. No mesmo período, a variação do IPCA foi de 90,26%. Se tivesse acompanhado a inflação, o serviço custaria hoje R$ 28,35.

Para Marcelo Tripoli, fundador da agência e consultoria de inovação Zmes, o segmento deve passar por uma forma de consolidação e também vender planos de assinatura com anúncios.

"O mercado de conteúdo audiovisual era centralizado nos pacotes de TV por assinatura, com centenas de canais, e fomos para o outro extremo, com canais digitais separados. Teremos um ponto de equilíbrio nesse mercado com pacotes de streaming e com a oferta de planos mais baratos que exibem propagandas, a exemplo da americana Hulu, nos EUA", diz. Serviços como o Pluto TV e o Samsung TV Plus já operam exclusivamente baseados em propagandas na programação.

PERDA DE ASSINANTES

Após o último reajuste de preços e um arrefecimento global do setor, a Netflix reportou redução do número de assinantes pela primeira vez em 11 anos.

No balanço financeiro do primeiro trimestre deste ano, a empresa informou que perdeu cerca de 200 mil clientes. Devido a uma série de fatores, que envolvem a guerra entre Rússia e Ucrânia, bem como o aumento da concorrência, a previsão de investidores é de que a empresa continue a perder assinantes. A estimativa é de uma queda de 2 milhões de clientes entre abril e junho de 2022.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.



Quer receber em primeira mão as notícias das sete cidades do Grande ABC?

Entre no nosso grupo de WhatsApp. 
Clique aqui.
 

Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.


Copyright © 1995-2017 - Todos direitos reservados

;