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Energia solar no Brasil e no Grande ABC


Roberto Carvalho Junior e Paulo Henrique de Mello Santana

14/01/2022 | 10:14


O potencial da energia solar fotovoltaica no Brasil e na região do Grande ABC foi por nós tratada em nota técnica publicada na 20ª Carta de Conjuntura da USCS, disponível em htps:/ww.uscs.edu.br/noticias/cartasconjuscs

Os investimentos em nível global no setor de energia elétrica têm previsão de crescer 5% em 2021 para mais de US$ 820 bilhões norte-americanos. As energias renováveis respondem pela maioria dos investimentos, US$ 530 bilhões, o que equivale a aproximadamente 70% do total. Atualmente cada dólar investido nas fontes de energia solar e eólica tem potencial de ''geração'' de energia elétrica quatro vezes maior do que há dez anos, isso graças ao desenvolvimento tecnológico e à redução de custos dessas fontes.

O crescimento em potência instalada da energia solar fotovoltaica observado no Brasil em 2020 foi 400% superior à média de crescimento global no mesmo período. A geração distribuída de energia solar fotovoltaica apresentou o maior incremento de capacidade instalada em 2020, com acréscimo de 2,5 gw, superando a eólica com incremento de 1,8 gw e a solar fotovoltaica geração centralizada, com 0,8 GW.

Geração distribuída significa geração elétrica realizada junto ou próxima do local de consumo. Desde 2012 o consumidor brasileiro pode gerar sua própria energia elétrica a partir de fontes renováveis, inclusive a energia solar fotovoltaica, que pode ser instalada no telhado de sua residência ou estabelecimento comercial. Uma solução que pode aliar economia financeira de forma sustentável no longo prazo, uma vez que as garantias dos módulos fotovoltaicos chegam até 25 anos.

A tarifa de energia elétrica residencial no Grande ABC vem sofrendo reajustes anuais médios superiores a 8%. Já os custos das bandeiras tarifárias no pior cenário podem gerar um aumento adicional de até 23%. Os custos dos sistemas fotovoltaicos tiveram uma redução de 67% nos últimos anos, apesar do crescimento de sua eficiência. Os fatores previamente expostos, combinados com uma crescente busca por energias renováveis, podem explicar o crescimento de 83% nas unidades de geração distribuída de fonte solar fotovoltaica no Brasil e de 117% na região do Grande ABC nos últimos 12 meses.

A inflação da energia elétrica no Brasil e no Grande ABC foi acima do IPCA nos últimos anos. Devido às perspectivas de continuidade da crise hídrica no Brasil há a possibilidade de um reajuste da tarifa de energia elétrica, para consumidores cativos (consumidores residenciais e pequenas e médias empresas), superior a 20% em 2022.

Além dos reajustes tarifários regulares anuais, há também as bandeiras tarifárias, que vêm majorando os custos da energia elétrica, fatores esses que incentivam os consumidores a buscarem uma alternativa de redução de custos.

Os SFVs (Sistemas Fotovoltaicos) podem ser instalados no telhado da residência do consumidor, que pode, com isso, reduzir os custos da energia adquirida da concessionária sem o prejuízo de continuar usando a energia da rede quando o SFV não estiver gerando energia suficiente para atender o consumo. E pode também se creditar do excedente gerado para consumo posterior.

A soma desses fatores aliadas a uma maior consciência de sustentabilidade por parte dos consumidores podem explicar o crescimento da fonte solar fotovoltaica. O crescimento das unidades de GDFV (Geração Distribuída de energia solar Fotovoltaica) no Grande ABC foi 34 pontos percentuais superior à média nacional nos últimos 12 meses. Apesar disso, em termos relativos a média de unidades de GDFV por domicílios da região ainda é 12 vezes menor que a média nacional, o que pode implicar em um potencial de crescimento importante para a energia solar fotovoltaica na região, mesmo se apenas igualar a média nacional de unidades de GDFV por domicílio.

O conteúdo desta coluna foi elaborado por Roberto Carvalho Junior, administrador pela USCS, mestre e doutorando em energia pela UFABC, professor da Escola de Gestão e Negócios da USCS; e Paulo Henrique de Mello Santana, engenheiro mecânico pela Unicamp, mestre e doutor em planejamento energético na mesma instituição, pós-doutor na West Virginia University e na Universidade de Berkeley. 



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