Diarinho Titulo Aniversário
50 anos de Diarinho

Um projeto que atravessa gerações. Renovação e periodicidade constantes

Ademir Medici
Do Diário do Grande ABC
02/01/2022 | 10:43
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DGABC


O suplemento infantil do Diário completa neste ano meio século fiel à sua origem: um jornal voltado ao público infantil, lido por todas as faixas etárias, instrumento do qual a escola sempre lançou mão para o complemento educacional e que permanece atual mesmo nestes tempos de redes sociais e quando outros suplementos do gênero, que foram tradicionais, deixaram de circular.

No início, o Diarinho – ou ‘O Diarinho’ – aparecia nas páginas internas das edições dominicais. Cresceu. Formou leitores, e em poucos meses ganhou formato próprio até chegar ao tablóide dos dias atuais.

MAURICIO DE SOUSA

Um parceiro constante do Diarinho é Mauricio de Sousa com a Turma da Mônica. Os contatos tiveram início ainda no tempo do semanário News Seller (origem do Diário), nos anos 1960. Mauricio imprimiu suas primeiras revistas nas oficinas do jornal, na Rua Catequese e, muitas vezes, vinha a Santo André pessoalmente com uma Kombi para retirar os exemplares. Tempo do chumbão, da impressão a quente, das linotipos...

Quando o Diarinho se transformou em encarte, as capas eram produzidas especialmente para ele pela equipe do Mauricio, que, por telefone, recebia o tema da edição pela professora e jornalista Solange Dotto.

O INÍCIO

O cirurgião-dentista Odayr José Bigliazzi foi o primeiro editor do Diarinho. A regularidade da publicação é observada a partir de outubro de 1971.

“Foi bastante festiva e colorida a reunião de entrega de prêmios aos vencedores do I Concurso de Desenho Infanto-Juvenil Diarinho/Prefeitura de São Caetano, realizado domingo nos jardins do Palácio da Imprensa, sede do Diário, à Rua Catequese, 562”, publicava Odayr Bigliazzi no domingo, 28 de novembro de 1971.

Desde então, e todos os domingos, ‘O Diarinho’ – como era chamado – se eternizaria nas páginas do Diário, até se transformar em suplemento.

UM SUPER-DIARINHO

Nem um ano se passou, e veio a notícia: ‘Diarinho de oito páginas para você’, conforme destaque do Diário no domingo, 2 de julho de 1972.

Nas férias escolares de julho, um sensacional presente para a criançada de todo o Grande ABC. ‘O Diarinho’, já com ares adultos, salta do seu canto e quer viver, em separado, sozinho, para se dedicar todinho à petizada.

Férias agradáveis, com historietas bacanas da Mônica, do Horácio, do Cebolinha, do Cascão, do Bidu, sem contar as fotos, reportagens, colaborações dos leitores mirins.

Tudo junto, em oito páginas coloridas para dar satisfação, alegria e ensinamentos às crianças da região.

É um super-Diarinho que está circulando a partir de hoje, com divertidas aventuras da turma do Mauricio de Sousa.

REGULARIDADE

Esta a historia inicial. Vieram as Manhãs Coloridas, o Diarinho Esportivo – com meninos que jogavam e se transformaram em profissionais do futebol - e outras atividades.

O Diarinho> jamais deixou de circular. Passou a ser colecionado, inclusive pelos editores. Recentemente, Solange Dotto doou sua coleção – vários volumes – à Fundação Pró-Memória de São Caetano, que a coloca à disposição dos pesquisadores. 

O museólogo Moacyr Antonio Ferrari doou os seus Diarinhos a uma professora de Rio Grande da Serra, mantendo exemplares com temas natalinos com os quais decora um presépio no fundo do quintal de sua casa em Mauá.

O neto da articulista Didi Bellinghausen enquadrou uma reportagem do Diarinho em que aparecem sua foto e entrevista quando menino, e que fica na parede sobre sua cama em São Bernardo – lembranças da infância.

Por iniciativa da página Memória, do Diário, Odayr Bigliazzi, já falecido, chegou a visitar o jornal para conhecer a nova equipe do Diarinho que ele criou. Foi recebido pela então editora, jornalista Tereza Monteiro, que por muitos anos dirigiu a publicação, até se aposentar.


A CAMINHO DO Nº 2.600

Novos editores vieram. O atual é o jornalista Nilton Valentim. A edição nº 2.557 do domingo passado foi produzida pela repórter Yasmin Assagra, com ilustrações de Seri e diagramação de Paulo Cesar Teixeira Nunes. Incentivo à leitura foi o tema de capa.

Consultores colaboram com a equipe. Alunos enviam redações e desenhos. A sessão <CF51>O Que é, o Que é?</CF> mantém-se como uma das mais lidas. Lá estão as tiras do Mauricio. E a novidade que leva o leitor a atualizar-se: Notícias da Semana.

E novos eleitores contemplados pelas edições guardarão exemplares a serem mostrados aos filhos e netos – a antiga e sublime fórmula que deu certo.




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