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Casal transforma Kombi em moradia e adota a estrada como quintal

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Camila e Felipe saíram de Mauá em agosto, moram na perua e querem viajar pela América do Sul


Nilton Valentim
Do Diário do Grande ABC

05/12/2021 | 08:45


A moradia do casal Camila Alves Brito, 30 anos, e Felipe de Souza Brito, 33, não é nada convencional. Desde o dia 9 de agosto eles e o cachorro James vivem em uma Kombi, que foi adaptada para se tornar uma residência. Sem endereço fixo e com espírito aventureiro, planejam percorrer toda a América do Sul.

Três anos após o casamento, decidiram mudar de ares. Compraram a Kombi, venderam os móveis, fecharam a casa de quatro cômodos em que viviam em Mauá, adaptaram o veículo e partiram em direção ao mundo. “Quando veio a pandemia, comecei a trabalhar em home office e vi que dava para trabalhar da Kombi”, contou Felipe, que atua como analista de telecomunicações.

Camila, que é visagista e terapeuta capilar, de certa forma foi a responsável pela mudança de vida do casal. “Ela tinha feito mochilão para o Uruguai, em 2016. Foi de carona, vendia coisas pelo caminho… A gente se conheceu dois anos depois. Ela contou e disse que tinha o sonho de viajar o mundo de automóvel. Me apaixonei por ela e pela história. Casamos em um ano e começamos a colocar isso em prática”, recordou Felipe.

A aventura começou a ganhar corpo em fevereiro, quando compraram a Kombi ano 1979. “Parecia o carro dos Flintstones. Tinha vários buracos no assoalho”, disse Camila. Começaram a adaptação. Colocaram fogão com forno, geladeira, torneira, guarda-roupas, baús, placa solar, banheiro e chuveiro. Seis meses de reforma na qual só a placa, de Mauá, foi preservada.

Batizada de Flauzina, em homenagem à avó de Felipe que faleceu em janeiro de Covid-19, a Kombi começou a mostrar seu lado temperamental logo no início da viagem. “A gente saiu de Mauá com destino a Bertioga. Com 70 quilômetros (de viagem), em Mogi das Cruzes, a Kombi quebrou”, relatou Felipe. Ali eles pensaram em desistir, mas rapidamente mudaram de ideia. O casal acabou passando uma temporada em Monteiro Lobato, no Vale do Paraíba. De lá, tentaram algumas vezes ir para Minas Gerais, mas a Flauzina não deixava. Sempre empacava no meio do caminho. 

Numa dessas paradas forçadas um motorista parou para ajudar e indicou um mecânico especializado nesse tipo de veículo. Ele colocou a Flauzina em forma, mas o casal percebeu que ela não queria ir para terras mineiras.

Seguiram então para o Sul do País. No dia da entrevista ao Diário estavam em Jaraguá do Sul, Santa Catarina, mas foram depois para a também catarinense Pomerode. Já rodaram cerca de 1.500 quilômetros e planejam muito mais. A ideia é cruzar a fronteira com o Uruguai antes do Natal. “O plano é não ter plano. Não temos meta. Queremos fazer toda a América do Sul, chegar até o Alasca. Não sabemos se com a mesma Kombi, mas vamos em frente”, afirmou Camila. “Já foram três meses com experiência que não viveríamos em três anos”, completou.

Trabalho secreto

A vida na estrada tem influenciado também o lado profissional. Felipe atua no setor de qualidade de uma empresa de telecomunicações. Sua rotina consiste em fazer contato com os clientes e com técnicos, além de produzir relatórios sobre a qualidade do serviço disponibilizado. Tudo isso de dentro da Kombi. 

O detalhe é que a companhia não sabe que ele está perambulando pelo País. Entretanto, garante que seu desempenho melhorou. “A rotina de trabalho está sendo muito boa. A gente acorda mais cedo. Eu sou mais produtivo”, contou ele. 

Para complementar nas despesas da viagem, o casal comprou uma máquina fotográfica e vende fotos instantâneas em parques das cidades por onde passa. “É uma vida mais simples, com experiências que agregam valor, não coisas materiais. O melhor é o contato com as pessoas. A gente já imaginava que elas seriam boas, mas está superando as expectativas. Vivemos em um País bom. Os locais são incríveis, mas essas conexões estão sendo fantásticas”, afirma Camila.

O casal mantém o perfil @viajavoce no Instagram. Quem quiser saber seu destino e acompanhar a aventura, é só acessar.



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