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Aposentadoria é sinônimo de queda na renda mensal

André Henriques/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Benefício pago pelo INSS normalmente é menor que o salário; especialista recomenda fazer reserva para velhice


Nilton Valentim
Do Diário do Grande ABC

03/12/2021 | 23:59


Aposentar-se é um sonho para muita gente. Depois de trabalhar por vários anos e contribuir com a Previdência Social, o cidadão espera usufruir do benefício que é pago pelo INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) e levar uma vida tranquila na velhice. A expectativa, na maioria das vezes, é bem diferente da realidade. Na maioria das vezes o valor é insuficiente para os gastos mensais e o aposentado precisa voltar ao mercado de trabalho.


O Brasil possui um sistema previdenciário enfraquecido e depender somente dele é uma alternativa arriscada. “Devido à ausência de informação e educação financeira, as pessoas não sabem como se planejar para uma aposentadoria além do INSS. Muitas não se atentam ao teto, que atualmente é de R$ 6.433,57, e que pode ser insuficiente para algumas famílias”, pondera Gibran Estephan, especialista em investimentos pessoais e diretor da Trinus Investimentos.


Nas cidades do Grande existem 354,5 mil aposentados, segundo os dados do INSS, e, deste montante, 283,6 mil seguem na ativa para poder completar a renda. Em média, eles recebem R$ 1.937, ou seja, pouco menos que dois salários mínimos, o que dá R$ 2.200.


A pesquisa Raio X do Investidor Brasileiro, realizada pela Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais), comprova a desinformação. O estudo mostra que 48% das pessoas acreditam que o sustento futuro virá apenas do benefício pago pelo governo.


Contudo, existem diversos produtos indicados para investimento de longo prazo, que poderão servir como um complemento para a sonhada aposentadoria.


Na visão de 43,8% dos brasileiros, as despesas na aposentadoria devem aumentar, segundo o levantamento da Anbima. “Temos um cenário não só de mudança na expectativa, mas também na qualidade vida. As pessoas vivem mais tempo e são mais ativas, e para aproveitar a melhor idade é bom começar a se planejar cedo”, indica ele.


Segundo o especialista, as pessoas precisam ter em mente o valor que se consegue poupar todo mês, a idade que deseja se aposentar e quanto quer receber na aposentadoria. “São pontos essenciais para montar um bom planejamento previdenciário. É importante estar ciente que, quanto maior o valor que se deseja receber na aposentadoria, maior será a poupança necessária mês a mês. E quanto maior o tempo para planejamento, maior tranquilidade se terá para atingir o objetivo.”


O ponto de partida, segundo o especialista, é montar sua reserva de emergência em uma aplicação conservadora, como um fundo de renda fixa, tesouro direto, ou mesmo em uma conta remunerada. Geralmente, indica-se que sua reserva seja de um montante equivalente a seis vezes o valor do seu custo de vida mensal. Após isso, pode-se buscar por opções de longo prazo, como o investimento em ações, em fundos imobiliários e em tesouro direto.


Para os que já se aposentaram e querem melhorar os ganhos, o especialista orienta investir em fundos de investimento imobiliários. “De maneira geral, os fundos funcionam por um sistema de cotas. O investidor pode adquirir cotas, que correspondem a pedacinhos do fundo. O proprietário da cota tem direito a receber dividendos, proporcionais. Um benefício é que os dividendos são isentos de Imposto de Renda para pessoa física”, comenta Gibran Estephan. 



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