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Ramalhão prepara terreno para se transformar em S/A

Celso Luiz/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Processo de conversão em clube empresa desvinculará futebol e social, terá início em breve e deverá ser concretizado após o Paulistão


Dérek Bittencourt

01/12/2021 | 00:01


O Santo André está cada dia mais perto de passar por uma transformação em sua gestão, que vai desassociar futebol e social. A partir da SAF (Sociedade Anônima do Futebol, criada pela Lei 14.193, de 6 de agosto de 2021, permitirá ao Ramalhão ter uma empresa gerindo a equipe. A intenção é levar a ideia para debate dos conselheiros ainda este ano, iniciar o processo de conversão para, a partir daí, estar apto para que investidores assumam o controle. A previsão é a de que isso ocorra após o Paulistão de 2022.

“O que nos solidificou a ideia (de tornar S/A) é que tentativas anteriores eram feitas de forma empírica, não tinha legislação como agora que desse segurança para fazer o negócio, com garantia para preservação do clube. Essa lei da SAF, como foi feita, permite exatamente isso, que faça algo dentro dos preceitos legais, vai transferir o patrimônio futebolístico, que no nosso caso são os direitos federativos de jogadores, nossa camisa e participação em campeonatos oficiais, em troca disso vamos ter condições”, explicou o presidente do Santo André, Sidney Riquetto, afastando qualquer possibilidade de mudança de cidade ou nome a partir da nova gestão. “Manter vivo e mais forte. Vai dar injeção de ânimo no futebol, porque vai ter vida própria, luz própria e, ao mesmo tempo, vai permitir que a parte social se desenvolva sem ficar à sombra do futebol.”

Presidente do conselho deliberativo ramalhino, Celso Luiz de Almeida falou sobre o primeiro passo. “Temos que fazer assembleia geral para permitir, o que o Athletico-PR, por exemplo, já fez. O Cruzeiro ontem (segunda-feira) deu entrada à S/A, porque ou faz isso ou morre. Não queremos ver o Santo André morrer. Não pode ficar na minha mão, na dele (Sidney) ou, sem menosprezar ninguém, de quem não tem vínculo com o futebol. O futebol tem de continuar vivo”, disse. “Vai vir algum investidor, tenho certeza que vai. Estamos na Primeira Divisão do Paulista, com calendário (anual de competições) e perto da Capital”, argumentou.

Sidney Riquetto ressaltou que não há prazo para um start ou até o desfecho, mas faz algumas previsões. “O primeiro passo é contratar alguém especializado para fazer a SAF e levantar todo o ativo que temos. A partir do momento que tiver a sociedade anônima, tanto podemos correr atrás de investidores como não tenho dúvida que vão aparecer investidores”, projetou. “As coisas vão andar internamente nessa preparação. E deve ‘explodir’ depois de abril.”

Além de profissionalização e transparência na gestão, outro fato que anima e favorece na transformação em clube empresa é o regime tributário específico e simplificado proposto pela lei, com menor valor no pagamento mensal de impostos (5% nos cinco primeiros anos; 4% a partir do sexto ano).  



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