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Acusado de matar pré-candidato a vereador vai a júri popular hoje

Divulgação/ Reprodução Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Crime ocorreu ano passado; familiares e amigos vão ao fórum pedir justiça


Thainá Lana
Do Diário do Grande ABC

25/11/2021 | 00:01


Depois de um ano e oito meses, a angústia da família Lemes de Andrade está perto de chegar ao fim. Na manhã de hoje, Thiago Polydoro, acusado de matar o comerciante e pré-candidato a vereador de Mauá, Marcos Lemes de Andrade, mais conhecido no município como Marquinhos Japonês, irá a júri popular no fórum da cidade. 

Familiares e amigos da vítima pretendem marcar presença do lado de fora do julgamento para pedir a condenação do acusado, que era amigo de Marquinhos. “Queremos que ele seja condenado com a pena máxima para que a gente finalmente possa ter paz. Prometi no túmulo do meu irmão que o caso dele não seria apenas um arquivo de polícia”, desabafou a irmã mais velha da vítima, Lilian Lemes de Andrade, 46 anos.  

O caso aconteceu em abril do ano passado, no Jardim Feital, no estabelecimento do comerciante. Marquinhos estava trabalhando na padaria quando foi atingido por quatro tiros, no cotovelo, nádegas, costas e cabeça – os dois últimos disparos foram fatais e o pré-candidato a vereador morreu antes mesmo da chegada da Polícia Militar e do resgate. Marquinhos deixou a mulher e dois filhos, um rapaz de 24 anos e uma menina de 14. 

Imagens divulgadas na época e gravadas por câmeras de segurança de prédios próximos ao local, mostraram dois homens entrando no estabelecimento, disparando tiros contra as pessoas que estavam na padaria e fugindo em uma motocicleta. Além de Marquinhos, outra pessoa também foi atingida por seis disparos. 

Segundo o TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo), Thiago é um único réu do caso e no julgamento de hoje está previsto o depoimento de seis testemunhas de defesa e cinco de acusação, incluindo a ex-mulher de Marquinhos, Lúcelia Lins Lemes de Andrade. Em nota, o TJ-SP informou que “o julgamento será restrito apenas às pessoas que participarão da sessão plenária e não será aberto ao público, devido à pandemia”. 

Há um ano preso, Thiago estava foragido na cidade de Arenápolis, em Mato Grosso, quando foi capturado pela Polícia Civil da região, oito meses depois do crime. A operação contou com a ajuda da irmã de Marquinhos, a operadora de caixa Lilian Lemes de Andrade. “Como o Thiago era conhecido da nossa família e estava foragido, a Polícia Civil de Mauá orientou entrar em contato com ele pelo Facebook, e foi assim que conseguimos rastrear seu paradeiro. Depois de 15 dias recebi uma mensagem da polícia de Arenápolis informando que ele estava preso na cadeia pública da cidade”, contou Lilian. 

MOTIVAÇÃO DO CRIME

A família da vítima acredita que a motivação do crime foi por conta de dinheiro. Isso porque, em 2017, Marquinhos contratou Thiago, que trabalhava na área da construção civil, para construir um salão de festas na sua chácara, localizada em Suzano, município de São Paulo. “Thiago recebeu o dinheiro da obra, no valor de R$ 70 mil, e apareceu na chácara apenas uma vez. Quando meu irmão percebeu que o serviço não seria feito, resolveu cobrar o dinheiro de volta, foi quando começou os desentendimentos entre os dois”, explica a irmã. 



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