Fechar
Publicidade

Segunda-Feira, 29 de Novembro

|

Max º Min º
Clima da Região Trânsito Assine Clube do Assinante Diário Virtual Login

cultura@dgabc.com.br | 4435-8364

Sônia Braga está em filme sobre a Virgem Maria



17/10/2021 | 07:15


Depois de 28 anos de experiência como diretor de fotografia, tendo trabalhado com Antonioni (Eros) e Francesco Rosi (A Trégua), o romano Marco Pontecorvo filmou uma história real que redefiniu o sentido da palavra "fé": a aparição da Virgem Maria a três crianças, na cidade lusa de Fátima.

No dia 13 de maio de 1917, Lúcia dos Santos, de 10 anos, Francisco Marto, de 9, e sua irmã, Jacinta, de 7, afirmaram ter visto "uma senhora mais brilhante do que o Sol". A mesma "senhora" teria aparecido sobre uma azinheira de um metro ou pouco mais de altura, quando apascentavam um pequeno rebanho na Cova da Iria, próximo da aldeia de Aljustrel. A tal entidade teria se manifestado ao trio nos cinco meses seguintes, confiando a ele mensagens que, na liturgia católica, alertaram os mortais sobre os perigos do mundo e sobre as vontades de Deus.

Filho do mítico diretor Gillo Pontecorvo (1919-2006), Marco, hoje com 54 anos, cresceu com um olhar politizado, o mesmo utilizado em Fátima, em cartaz nos cinemas, um estudo sobre as fronteiras do realismo e a transcendência. E coube a Sônia Braga viver Irmã Lúcia em sua idade madura.

"Quis ser fiel aos relatos que mobilizaram Fátima em 1917 e, sobretudo, ao espírito de Portugal, na relação daquele povo com a natureza, que entra no meu filme como um personagem. É óbvio que essa fidelidade é filtrada pela interpretação que fazemos e pelos filmes que carregamos como referência. Não me reportei ao cinema português, em especial, mas tenho Roberto Rossellini comigo, pelo tanto que o estudei. Mas a ideia aqui era mostrar ao espectador como o mundo é visto pelos olhos de uma criança", diz Pontecorvo ao Estadão, em entrevista via Zoom. "Foi um prazer ter Sônia comigo pois ela é atriz instintiva que injeta humanidade às narrativas que estrela."

Pontecorvo rodou Fátima como um projeto americano - das produtoras Origin Entertainment, Rose Pictures e Panorama Films -, com Harvey Keitel no elenco. Insistiu em filmar em Portugal, circulando por locações em Santarém, Setúbal, Coimbra, Tomar e Lisboa. E levou o lisboeta Joaquim de Almeida, um dos astros europeus que Hollywood adotou nos anos 1990, para o elenco, para viver o padre Ferreira. "Filmamos 90% em terras portuguesas, mas adotamos o inglês como idioma para abrir o mercado internacional, por ser um projeto grande", diz o cineasta. "Quando se é diretor de fotografia, o aspecto da ficção de que a gente mais se ressente é a falta de contato com os atores, o que eu pude resolver agora, como realizador, trabalhando com um elenco luso e com atores como Harvey, que reagem ao que é pedido a partir de um método."

Respeitado na televisão por ter fotografado séries da HBO icônicas, como Roma e Game of Thrones, Pontecorvo faz de Fátima um estudo sobre a visão infantil para o que é metafísico e para confusões terrenas provocadas pela hipótese de charlatania. À época do ciclo chamado pelos teólogos de Aparições de Fátima houve quem acusasse Lúcia e os Martos de mentir para se promover. E houve quem falasse de histeria, embora a mesma região tivesse registrado um fenômeno religioso similar em 1758, quando Nossa Senhora teria também se manifestado para o Velho Mundo. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.



Quer receber em primeira mão as notícias das sete cidades do Grande ABC?

Entre no nosso grupo de WhatsApp. 
Clique aqui.
 

Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.


Copyright © 1995-2017 - Todos direitos reservados

;