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Após assembleia, trabalhadores da GM retornam
gradativamente aos postos de trabalho

Divulgação Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Presidente do Sindicato conta que votação ficou dividida entre os funcionários; a partir de hoje, Justiça do Trabalho entenderia paralisação como abusiva


Da Redação
Do Diário do Grande ABC

14/10/2021 | 08:32


Atualizada às 10h51

Em nova assembleia realizada na manhã desta quinta-feira (14), os trabalhadores da fábrica da GM (General Motors) de São Caetano decidiram por retornar, gradativamente, aos postos de trabalho após 13 dias de paralisação e determinação da Justiça do Trabalho pelo fim da greve. Segundo o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Caetano, Aparecido Inácio da Silva, o Cidão, uma parcela dos funcionários optou por não retornar ao trabalho mas, de acordo com o Aparecido, após encaminhamento de retorno do Sindicato, agora, "mais de 70% dos funcionários já estão retornando às atividades", afirmou Cidão. 

Cidão ainda comentou que na assembleia a decisão de muitos trabalhadores ficou "parcial" sobre a decisão do fim da greve, mas entenderam que a partir de hoje, o TRT-2 (Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região) determinaria a paralisação como abusiva. "A decisão ficou por conta dos trabalhadores, se eles quisessem manter a greve, nós íamos entender, mas encaminhamos o que seria melhor no momento. A situação ficou difícil", comentou Cidão. A decisão do retorno gradativo aconteceu depois da assembleia com os metalúrgicos do primeiro turno, haverá outro encontro no período da tarde. 

CONTESTAÇÃO - Vários funcionários da GM entraram em contato com a reportagem contestando o posicionamento do sindicato. Segundo eles, na assembleia realizada pela manhã foi clara a decisão da categoria de manter a paralisação.  “Não houve nenhuma proposta concreta por parte da empresa. Então, vamos continuar a greve. O sindicato tinha de estar ao nosso lado, mas nos jogou na cova dos leões”, declarou um dos trabalhadores que pediu para manter o nome em sigilo.

Eles afirmam que funcionários da empresa estão ligando para para os operários para que eles voltem ao trabalho e que as linhas de produção estão funcionando de forma precária, porque poucos retornaram ao trabalho. Às 15h está prevista a realização de nova assembleia. Dessa vez com o pessoal da tarde.

Conforme acompanhado pelo Diário ontem, caso os trabalhadores não voltassem aos seus postos, o Sindicato teria de pagar uma multa diária no valor de R$ 50 mil, além disso, a empresa também poderia descontar o dia de quem não fosse trabalhar. 

CONDIÇÕES - O TRT indeferiu o pedido de fixação de vale-alimentação pelo fato de não haver embasamento que justifique o acolhimento de cláusula que não é pré-existente. Os trabalhadores pediam R$ 1.000 para os funcionários da chamada ‘grade nova’ e R$ 500 para os demais. 

Quanto à cláusula 42 do acordo coletivo, que garante a estabilidade no emprego dos funcionários acidentados, segundo Cidão, foi integralmente mantida. A GM tinha intenção de modificar a redação do texto, o que gerava grande revolta entre os trabalhadores. 

Na última semana, quando representantes da montadora e do sindicato estiveram frente a frente em audiência de conciliação, foi acordado reajuste de 10,42% relativo ao INPC (Índice Nacional de Preços no Consumidor) acumulado nos últimos 12 meses, o pagamento da diferença salarial retroativa a 1º de setembro, manutenção das cláusulas do acordo coletivo de trabalho vigente, como a antecipação de metade do 13º salário de 2022 para 24 de fevereiro, aplicação da progressão salarial a cada seis meses. A GM também se comprometeu na audiência a não descontar os dias parados e nem exigir a compensação das horas. 



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