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Trabalhadores da GM fazem greve por reajuste

Divulgação Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Paralisação foi iniciada na manhã de ontem, após rejeição a contraproposta da empresa


Francisco Lacerda

02/10/2021 | 08:30


Funcionários da fábrica da GM (General Motors) em São Caetano iniciaram greve ontem pela manhã, após rejeitarem contraproposta da empresa referente às reivindicações apresentadas pelo sindicato na campanha salarial. A assembleia foi realizada antes de os funcionários iniciarem o primeiro turno, às 6h. A paralisação é por prazo indeterminado.

O estado de greve havia sido aprovado na quarta-feira, quando os trabalhadores votaram contra a proposta da empresa. Segundo o sindicato, a montadora se dispôs a fazer a reposição integral da inflação, correção a ser aplicada aos salários em 1º de fevereiro, mais 50% do INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) do período – em fevereiro de 2023 –, vale-alimentação de R$ 350 a empregados com salários até R$ 4.429, com implementação em fevereiro, e abono de R$ 1.000, a ser pago neste mês.

O presidente do sindicato, Aparecido Inácio da Silva, o Cidão, afirmou que os trabalhadores continuarão de braço cruzados até que nova contraproposta apresentada pela direção da empresa contemple as reivindicações. “Não nos restou outra alternativa senão paralisarmos as atividades da empresa, pois a contraproposta feita na mesa de negociação está aquém do que estamos reivindicando”, afirmou o sindicalista.

Os trabalhadores da GM reivindicam a reposição salarial com base no INPC acumulado nos últimos 12 meses; aumento real de 5%; piso salarial com correção pelo INPC de 2016 a 2021; vale-alimentação no valor de R$ 1.000 para os funcionários inseridos na grade nova e de R$ 500 para os demais; participação nos resultados de R$ 18 mil, com antecipação de R$ 10 mil; adiantamento da metade do 13º salário para fevereiro de 2022; inclusão de cláusula sobre home office; pagamento de quinquênio de 5%; retorno do reajuste da grade salarial a cada seis meses e cesta de Natal.

Além disso, de acordo com o sindicato, os profissionais ainda reivindicam a manutenção das cláusulas sociais que constam do atual ACT (Acordo Coletivo de Trabalho), particularmente a cláusula 42, que assegura estabilidade no emprego ao trabalhador portador de doenças ocupacionais e data-base em setembro. O sindicato reforça que a greve foi decretada após sete rodadas de negociação entre o sindicato e a direção da GM.

Em nota, a GM afirmou que “está fazendo todos os esforços para chegar a um acordo que seja bom para ambas as partes”. A empresa ainda reforçou que espera que a situação seja resolvida o quanto antes, e que rapidamente as operações da fábrica estejam normalizadas.

Diante dessa situação em São Caetano, em assembleia realizada anteontem na fábrica de São José dos Campos, os metalúrgicos declararam solidariedade aos colegas da região. 



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