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Rio Grande e S.Caetano são as cidades que menos testaram contra a Covid

Alex Cavanha/ PSA Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Levantamento realizado pelo TCE mostra que os dois municípios estão na lanterna da região na coleta de exames para detectar o coronavírus


Daniel Tossato

30/09/2021 | 05:28


Rio Grande da Serra e São Caetano são os municípios do Grande ABC que menos testaram a população contra a Covid proporcionalmente durante a pandemia. Do outro lado da tabela está Santo André, que examinou o equivalente a metade da sua população. Os dados são de levantamento realizado pelo TCE (Tribunal de Contas do Estado) junto das prefeituras.

De acordo com tribunal, Rio Grande da Serra realizou até agosto 6.490 testes para a detecção do coronavírus desde o início da pandemia, em março de 2020. Dessa forma, a cidade examinou 124 a cada 1.000 moradores. Já em São Caetano foram 22.154 testes para a detecção de Covid, o que equivale a 136 a cada 1.000 habitantes.

Como comparação, Santo André efetuou 520 testes a cada 1.000 habitantes. Em números absolutos, foram 376.407 exames coletados até agosto. Na segunda colocação está São Bernardo, com 329.106 testes ou 387 a cada 1.000 munícipes. No Grande ABC, que conta com 2.825.048 moradores, foram 1.055.812 testes para detectar o coronavírus, o que significa que 373 a cada 1.000 habitantes foram testados – veja na arte ao lado os números de cada cidade.

Conforme o infectologista e fundador do IBSP (Instituto Brasileiro para Segurança do Paciente), José Ribamar Branco, a testagem é imprescindível para o rastreio da infecção e que as cidades deveriam ter adotado a medida no início da pandemia. “As testagens deveriam ser feitas com intenção de mapear o avanço da doença, mas o próprio governo federal não priorizou isso. Muitos países se utilizaram dessa medida para tentar bloquear o avanço da disseminação. A tática serve até para impedir o avanço da variante delta”, sustentou o médico.

Já infectologista e diretor do Hospital Santa Clara, em São Caetano, Paulo Rezende avalia que o exame para detectar o coronavírus ainda é importante para mapear o avanço e o recuo da doença nos municípios. “Temos que analisar duas situações: São Caetano está em um bom ritmo de vacinação, o que ajuda no controle da doença. Já Rio Rio Grande da Serra é uma cidade mais pobre. Com certeza os munícipes devem se dirigir para outras cidades da região, o que contabiliza o número destes testes no município em que a coleta é realizada”, explicou o especialista.

A Prefeitura de São Caetano, por meio de nota, declarou que os números que fazem parte de levantamento do TCE não condizem com a realidade e que a cidade fez mais testes do que aponta o tribunal. “O número não procede. São Caetano fez mais de 112 mil testes, incluindo testes rápidos, antígeno e RT-PCR”, alega a administração comandada interinamente por Tite Campanella (Cidadania). Ainda conforme a resposta do Palácio da Cerâmica, as coletas foram realizadas de maneira “domiciliar, no drive-thru de testagem rápida, nos bloqueios de trânsito, nas habitações coletivas, no inquérito epidemiológico, no inquérito epidemiológico na comunidade escolar, nas instituições de longa permanência, nos hospitais municipais, nas UBSs (Unidades Básicas de Saúde) e no hospital de campanha”, alegou o Paço.

De acordo com o TCE os dados foram obtidos com a própria Prefeitura. “Este painel apresenta os dados inseridos pelos gestores municipais e informações que foram fornecidas por gestores estaduais e/ou coletadas em diversos sistemas de informação estaduais, que foram compilados e disponibilizados para acesso público, promovendo, assim, a transparência e incentivando o controle social.” 



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