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Prometido para março, Parque Matarazzo só vira realidade em 2022

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Prefeitura de São Caetano culpa pandemia para atraso de um ano na entrega do equipamento; custo da obra será de R$ 8,5 milhões


Anderson Fattori
Do Diário do Grande ABC

25/09/2021 | 00:01


Previsto para ficar pronto em março de 2021, o Parque Matarazzo, no bairro Fundação, em São Caetano, só deve ficar pronto no primeiro semestre de 2022. Esse é o novo prazo estipulado pela administração municipal dirigida interinamente por Tite Campanella (Cidadania), que culpou a pandemia pelo atraso de um ano.

O anúncio de que a Prefeitura iria iniciar as obras do parque foi publicado há exatamente um ano pelo Diário. Na ocasião, a expectativa do Paço era de que os primeiros tratores entrariam em operação em uma semana, mas até hoje pouca coisa foi feita no espaço, que vai consumir R$ 8,5 milhões, dinheiro pago à vencedora da licitação, a Construtora Ubiratan, com sede em São Caetano. O valor sairá do Finisa (Financiamento à Infraestrutura e ao Saneamento), da Caixa.

De acordo com a Prefeitura, depois da obras, o espaço terá de ser analisado pela Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo) porque o terreno estava contaminado em razão das atividades da Indústrias Reunidas Matarazzo, que produzia diversos tipos de produtos químicos no local. Antes de poder iniciar as obras no terreno, o Paço teve de esperar 12 anos para que a área fosse liberada.

“Após a conclusão das obras será remetido à Cetesb relatório final contendo informações detalhadas acerca da implantação das medidas de controle de engenharia constantes do plano de intervenção anteriormente aprovado. Apenas após a aprovação do relatório pelo órgão estadual poderá ser considerado entregue o equipamento. Isto posto, considera-se a entrega para o primeiro semestre de 2022. Com relação a prazo, o inicialmente previsto não pôde ser cumprido em função dos efeitos da pandemia de Covid-19 sobre o mercado da construção civil durante o ano de 2021”, argumentou a Prefeitura por meio da Seohab (Secretaria de Obras e Habitação).

Em um ano desde o anúncio das obras, o Paço disse que já realizou serviços como terraplenagem, urbanização, construção de pistas de caminhada e ciclovia, implantação de redes de infraestrutura, plantio de grama e instalação de postes de iluminação. A previsão é que o espaço tenha espelho d’água, <CF51>playground</CF>, quadras poliesportivas, equipamentos de ginástica direcionada à terceira idade e espaço de lazer para animais. Em outra fase do projeto, o Executivo prevê intervenção em uma das áreas do terreno que prevê reurbanização, com a finalidade de atrair empresas 4.0 e gerar empregos para o município.

A construção do Parque Matarazzo integra plano chamado Refundação, com objetivo de recuperar o bairro Fundação. Uma das principais regiões no início do século passado, o local se degradou junto com a falência das Indústrias Matarazzo, nos anos 1980. O terreno, de 220 mil metros quadrados, ficou abandonado, virou alvo de disputa judicial e, por causa de contaminação, pouca intervenção pública recebeu no período.

A área é dividida em cinco espaços com características de solo ou técnicas distintas. Há uma descontaminada (nos arredores da Praça Comendador Ermelino Matarazzo), de 50 mil metros quadrados. Outra pertencente à Prefeitura, de 18 mil metros quadrados – onde o Paço realizava a Festa Italiana. Espaço de 60 mil metros quadrados tem contaminação moderada e fácil processo de remediação. Um quarto local, de 33 mil metros quadrados, de contaminação mais profunda, mas com descontaminação possível. Existe ainda um quinto, de 60 mil metros quadrados, de alta contaminação e metodologia mais complexa de limpeza.



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