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Luciano Szafir diz que os filhos se assustam com as cicatrizes deixadas pela Covid-19: Pedem pra eu me vestir



19/09/2021 | 13:11


Luciano Szafir está há dois meses fora do hospital, mas ainda carrega em seu corpo as marcas e cicatrizes deixadas após um longo período de internação com Covid-19. Entre as sequelas, o ator adquiriu um problema no intestino e, por isso, terá que viver com uma bolsa de colostomia até novembro de 2021, quando realizará a cirurgia de reconstrução.

Em entrevista para o jornal Extra, ele revelou que enxerga as cicatrizes como um troféu, mas que ainda é difícil para seus filhos pequenos - David, de oito anos de idade e Mikael, de seis anos.

- Minha mulher segurou uma bronca absurda e os distraía em meio ao caos. Acho que o mais velho tinha uma percepção de que era grave. E eles estão se acostumando a ver minhas cicatrizes agora. Se estou sem camisa, pedem para eu me vestir. É que os cortes viraram um troféu para mim, mas para eles é feio. Sem contar que eu, que sempre fui grandão, não tenho tido tanta força pra brincar com eles. E Mikael e David sentem, claro.

E continua:

- Minha vaidade hoje é estar vivo. Se vou ter um buraco ou barriga flácida, não estou nem aí. Não quero ser aquele tiozão que faz loucuras nem comparar meu físico com o que tinha aos 25 anos. Já tive a sorte de ter um corpo bonito, ter aquele tanquinho. Hoje, tenho uma máquina de lavar (risos) e tudo bem. Meu foco é na minha recuperação, quero poder me alimentar bem, me exercitar e ajudar o máximo de pessoas que eu puder, como no Projeto com Vida.

Apesar de estar feliz em voltar para casa, o ator disse que sente muito medo por não ter assistência médica 24 horas por dia.

- Dá uma insegurança. Se acontecesse algo no hospital, os médicos já estavam de prontidão. Em casa, não. Comecei a fazer terapia duas vezes na semana. Nunca tinha feito. Estava muito ansioso e foi uma sugestão da equipe médica. É uma recuperação de médio a longo prazo. Há vezes em que chego no fim do dia e chamo meu amor para deitar comigo e segurar a minha mão [para conter o medo]. Mas isso tem diminuído. O que também tem ajudado é fazer meditação: 20 minutos quando acordo e 20 antes de deitar. Me dá uma paz... Também rezo e agradeço por mais um dia de vida. Sem contar a fisioterapia.

Questionado sobre o período no hospital, Luciano revelou que achou que ia morrer.

- Um episódio me traz arrepio até de falar. Tive arritmia cardíaca. Acordei às duas da manhã sem entender por que tinha tantos médicos a minha volta. Olhei o monitor e meus batimentos cardíacos chegavam a 180. A enfermeira me mandou segurar na mão dela ao me dar um remédio e disse: Vai melhorar, mas antes vai piorar muito. Na mesma hora, senti uma queimação, como se fosse uma lava dentro do corpo. Os batimentos aumentaram, ouvi o piii e vi o traço no monitor. É como nos filmes. Pensei: vou morrer nos próximos segundos. Aí dão um reinício, como num computador, e os batimentos voltaram aos poucos.



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