Artigo A carreira de atletas de alto rendimento costuma ter muitos momentos dolorosos. Em busca de superar limites, muitas vezes não conseguem evitar que as lesões assombrem seus sonhos. O estresse não é apenas físico, mas também emocional. O esporte nem sempre é sinônimo de saúde.
Ao longo dos séculos, a humanidade vem organizando a atividade física sob diferentes regras, padrões e metodologias. Enquanto nos movimentamos, o gasto calórico causa transformações no organismo humano, a fim de promover melhor condição cardiorrespiratória, potencializar o metabolismo, fortalecer a musculatura e estimular o sistema hormonal. Tudo isso é muito bem-vindo e promove a saúde física e mental. No caso de esportistas profissionais, o objetivo é outro.
Ser o primeiro é primordial para quem tem o esporte como profissão. Como em qualquer profissão, entregar bons resultados é o que traz reconhecimento. A rotina de atletas de alto rendimento tem mais a ver com performance do que com saúde. Para atingir as ambiciosas metas estabelecidas, os quesitos da saúde podem ser extrapolados. Ganhar medalhas, vencer torneios e manter-se no topo de rankings são resultados almejados por qualquer atleta profissional. Embora gerem melhorias para o organismo, aumentam o risco de sofrer lesões.
A dor é uma constante para quem deseja ir além do que outros já foram. Atletas de alto rendimento treinam muitas vezes na semana, impondo a seus corpos cargas muito intensas.
Isso pode causar lesões que comprometem carreiras para sempre e, para evitar impacto grande em músculos, articulações, ossos e tendões, equipe complexa orienta e monitora os movimentos. A ciência contemporânea é capaz de prevenir grande parte dos problemas que atormentavam os atletas. Mesmo assim, há limite. Às vezes, é ali que está a pequena lacuna que impede alguém de ser um campeão.
Fernando Pessoa (1888-1935) dizia o que muitos esportistas aplicam sem notar: ‘Quem quer passar além do Bojador/Tem que passar além da dor’. É aí que mora o risco. O excesso é sempre muito perigoso. O nível que se exige hoje nos esportes de alto rendimento, muitas vezes, pode ser superior à capacidade do atleta.
Não importa se o drama é físico ou psicológico, os problemas causados são igualmente graves. É um sprint, um levantamento ou uma puxada em um momento decisivo que pode trazer consequências por muito tempo. Para que o esporte seja igual a saúde, é preciso respeitar o corpo como se respeitam as regras das competições.
Zair Candido de Oliveira Netto é doutor em ciências da saúde e coordenador do curso de educação física da Universidade Positivo.
PALAVRA DO LEITOR
Paul Harris – 1
A Biblioteca Paul Harris é, no contexto do Grande ABC, centro irradiador de cultura, com repercussão positiva em todo o Brasil. Vários lançamentos de livros, por meio de eventos da Academia Popular de Letras, ecoaram em todo o País. Como se não bastasse isso, a biblioteca reúne considerável acervo de obras, que estão auxiliando a melhorar o nível cultural de São Caetano e de cidades circunvizinhas. Acrescentem-se dezenas de eventos com estudantes e interessados que, estimulados, ampliarão o hábito da leitura e de outras modalidades culturais. Portanto, desalojar de seu confortável e bem distribuído ambiente e conduzir a biblioteca para local confinado e de espaço exíguo é destruir todo trabalho de anos e anos de construção (Política, dia 24). Ato incorreto de tal magnitude terá consequências fatais para milhares de pessoas que se alimentam de cultura.
Cláudio Feldman
São Caetano
Paul Harris – 2
Fiquei estarrecida, traumatizada ao ouvir de uma amiga, escritora, assim como eu, que o prefeito interino de São Caetano, Tite Campanella, quer mudar de local a nossa Biblioteca Paul Harris. E pensar que seu pai, Anacleto Campanella, foi o fundador, em 1954, desse espaço cultural maravilhoso, aliviando, assim, o sacrifício das crianças de se locomoverem para a Capital para fazer pesquisas e trabalhos escolares. O complexo hoje, reunindo a biblioteca, a pinacoteca, a Fundação Pró-Memória, o Ateliê Pedagógico e o Teatro Santos Dumont, é referência não só para os moradores, mas de âmbito nacional, realizando projetos e eventos, como lançamentos de livros, que dignificam e promovem a cidade.
Alcione Zanini
São Caetano
Intermédica
Precisei, dia 26, às 22h40, levar meu filho no pronto atendimento da Intermédica, no Hospital Notrecare, em São Bernardo. Esperei atendimento por quase duas horas. Nesse período meu filho vomitou cinco vezes e teve diarreia três vezes. Alguns pais disseram estar esperando mais de quatro horas. Solicitei à recepção contato com o responsável pela unidade, após orientação da Polícia Militar, que disse que eu deveria resolver pelas vias administrativas, porém, por telefone não consegui. O atendimento direciona para consultas ou exames. Solicitei ainda à recepção contato com outro hospital do grupo, mas alegou não ser possível. Por conta própria dirigi-me a outro hospital e fui muito bem atendido. Se há hospital do grupo mais livre, por que deixar ocorrer aglomeração em outra unidade e sobrecarga dos colaboradores? Não é humano esse tipo de procedimento. Saí do hospital de Santo André às 7h45 do dia seguinte.
Roberto L. Gabriele
Santo André
Utopia
O Brasil funcionaria melhor com 12 ministérios, três partidos políticos (sem os fundos partidário e político) e a máquina pública enxuta e eficiente. É sonho utópico. Na prática é diferente. É mais direto criar impostos que reduzir despesas, como é o caso dos dividendos; mesmo a empresa já tendo pago inclusive Imposto de Renda, mas, de forma abusiva, bitributação é mais fácil e o acionista não tem a quem recorrer, visto que a CVM (Comissão de Valores Mobiliários), que poderia contestar, faz parte do governo.
Humberto Schuwartz Soares
Vila Velha (ES)
Cadeiras
Balão de ensaio é jargão jornalístico para caracterizar informação propositadamente vazada a fim de se verificar de antemão possíveis efeitos de determinada medida. Parece que foi isso que aconteceu durante discussão ‘informal’ sobre aumento de 21 para 27 cadeiras na Câmara de Santo André. Caros edis, caso seja esse o objetivo, segue minha contribuição: no momento em que a população sofre com a pandemia, tendo suas rendas comprometidas, empresas sofrem com queda nas vendas, sendo forçadas a demitirem e o município sofre com a queda de arrecadação, é de insanidade sem precedentes sequer imaginar implantar medida dessa. Não esqueçam que a medida, mesmo respaldada em lei, não deixa de ser imoral.
Vanderlei A. Retondo
Santo André
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