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Alta de itens básicos afeta quem tem menor renda

Claudinei Plaza/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Pesquisa mostra que quem ganha o salário mínimo (R$ 1.100), precisa de mais horas de trabalho para compras


Yara Ferraz

21/08/2021 | 07:06


A disparada de preços de itens básicos, que ficou ainda mais acentuada desde o início da pandemia, prejudica as pessoas mais pobres. Levantamento mostra que quanto menor a renda mensal, mais horas de trabalho são necessárias para a compra de alimentos, combustível, além do pagamento de contas como aluguel, energia elétrica e água.

Por exemplo, quem ganha somente um salário mínimo (R$ 1.100) precisa de quase 21 dias de trabalho para a compra de uma cesta básica com 34 itens, que atualmente custa R$ 914,64, de acordo com a Craisa (Companhia Regional de Abastecimento Integrado de Santo André). Já um trabalhador que recebe dez mínimos (R$ 11 mil) precisa somente de dois dias para ter acesso aos mesmos itens.

O levantamento faz parte da 18ª edição da carta de conjuntura do Conjuscs (Observatório de Políticas Públicas, Empreendedorismo e Conjuntura) da USCS (Universidade Municipal de São Caetano). Os dados levam em conta três faixas salariais – além de um e dez salários mínimos, a intermediária de três, que corresponde a R$ 3.300 – de empregados formais, ou seja, com registro em carteira de trabalho e jornada de 220 horas.

Segundo a nota, os itens foram escolhidos aleatoriamente e, apesar da aquisição dos produtos ser uma decisão de consumo que depende de cada família, podem fazer parte das compras mensais. A quantidade listada foi baseada no consumo mensal familiar.

“Temos constatado que itens de primeira necessidade, como alimentação, luz, água, convênio médico e gasolina têm subido muito. E, evidentemente, num salário que não sobe, acaba aumentando o número de horas para adquirir aquele produto”, disse o coordenador do Conjuscs, Jefferson José da Conceição, um dos autores da nota, feita em con junto com a jornalista Ana Paula Lazari Ferreira.

Entre outros itens, além da cesta básica, há o aluguel mensal de um apartamento de dois dormitórios no valor de R$ 1.500. Quem ganha um salário mínimo já não consegue arcar com essa conta e precisaria de 34 dias para ter o valor do pagamento. Já o trabalhador com renda média (R$ 3.300) precisa de 11 dias e o de alta (R$ 11 mil mensais), de três.

Além disso, despesas como contas de água e luz consomem, respectivamente, cinco e dois dias de quem tem a menor renda e menos de um dia de quem ganha a maior faixa. Já o plano de saúde padrão médio, para idade entre 54 e 58 anos, também fica inviável para a menor faixa (R$ 1.538,17) e custa três dias e meio do trabalhador que ganha mais (veja mais informações na arte ao lado).

“É um quadro bastante grave, e como as classes de baixa e média rendas vão conseguir se sustentar num quadro como este? O País está chegando num nível insustentável nessa questão”, afirmou o responsável pela pesquisa.

Segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) de julho teve alta de 0,96%,em junho. A maior variação para o mês desde 2002, quando o índice foi de 1,19%. No ano, a alta é de 4,76% e, nos últimos 12 meses, de 8,99%. “Nossa pesquisa começou neste ano, mas certamente a pandemia contribui, pois desativou a economia, fragilizou setores e reduziu fortemente a demanda. Consequentemente, controlou os reajustes salariais, Enquanto isso, os preços dispararam.” 



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