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Brasil perde da França no handebol feminino e cai na primeira fase em Tóquio

Divulgação/ Gaspar Nóbrega/ COB Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


02/08/2021 | 00:57


O handebol feminino, como o masculino, também se despediu dos Jogos Olímpicos de Tóquio na primeira fase. As brasileiras precisavam ao menos de um empate com a França para se classificarem ao mata-mata, mas foram derrotadas por 29 a 22 no Yoyogi National Stadium, na madrugada desta segunda-feira, pelo horário de Brasília.

Avançam às quartas as quatro primeiras seleções de cada chave. A campanha do Brasil em Tóquio teve uma vitória, um empate e três derrotas. A equipe brasileira ficou na quinta colocação do Grupo B, à frente apenas da Hungria, e deu adeus à chance de jogar a fase final da Olimpíada. Com o triunfo, a França se classificou.

As campanhas ruins das seleções masculina e feminina acendem o alerta para que haja uma reestruturação no handebol brasileiro. Não existe uma liga competitiva da modalidade no País e o esporte estagnou depois que o time feminino foi campeão mundial em 2013.

Não faltaram dedicação e luta às jogadoras do Brasil no confronto decisivo com a França. Mas a forte equipe francesa foi superior em quase toda a partida, controlou o jogo e venceu com tranquilidade.

A seleção brasileira teve seu melhor momento no início, período em que chegou a estar na frente no placar, mas não foi constante o suficiente e as francesas construíram uma considerável vantagem de gols a partir da metade do primeiro tempo. Foram muitos erros do Brasil nas conclusões das jogadas, rendendo contragolpes bem aproveitados pelas francesas.

"O trabalho que fizemos foi muito bom, mas não foi suficiente. Infelizmente, não conseguimos continuar a nossa caminhada", disse Alexandra Nascimento, a Alê, eleita melhor jogadora de handebol do mundo em 2012 e seguramente uma das principais atletas da modalidade no Brasil.

"A gente até pecou no excesso de vontade. O querer demais também atrapalha. Erramos nas finalizações. Se você não faz o gol la na frente, não dá tempo de retornar no contra-ataque", completou Alê.

A ponta direita disputou sua quinta e última Olimpíada. "Estou feliz de participar desse grupo, mas a minha caminhada se encerra por aqui", resumiu ela, emocionada.

A goleira Babi também se emocionou após a eliminação precoce em Tóquio e agradeceu aos que apoiaram a seleção. "Mostramos para o Brasil que o handebol deve ser levado a sério. Dói muito porque a gente se envolve tanto. Mas o esporte é assim", falou a abatida atleta.



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