Artigo Embora alguns ainda não tenham idade suficiente para dirigir, a geração Z é conhecida como a primeira com verdadeiros nativos digitais, tendo crescido com tecnologia, tablets e smartphones. Apenas neste ano, ela será responsável por cerca de 40% de todos os consumidores globais. À medida em que seu poder de compra aumenta, os varejistas e marcas precisarão investir pesadamente em pesquisa e aprender os hábitos de compra dela.Não podemos ignorar que a pandemia provavelmente acelerou a urgência de adaptar a forma como fazemos negócios. Estudo recente produzido pela consultoria BCG descobriu que, desde o início da Covid-19, 33% dos consumidores da geração Z/millennial aumentaram seus gastos on-line em 6%. E essa tendência deve continuar mesmo após o fim da pandemia. Então, por que não sair na frente?
Relatório da consultoria McKinsey identificou a geração Z como classe que valoriza a expressão individual e evita rótulos. Esta é estatística profunda que redefinirá a forma como se comercializa. Isso significa que as marcas devem agregar valor aos consumidores, ao mesmo tempo em que fornecem personalização, em vez de optar por táticas que saem de moda rapidamente. Apostar na personalização significa mais estratégia, mais conteúdo, mas também, mais recompensa. Os clientes estão dispostos a pagar bom valor por produtos que destacam sua individualidade. Cinquenta e oito por cento dos consumidores da classe A e 43% dos consumidores da nova classe média afirmam que estão dispostos a pagar mais por ofertas personalizadas. A demanda existe e, na era de hoje, temos as ferramentas que precisamos para atendê-la.
Para atrair esse público as empresas devem ser autênticas no que diz respeito à forma como operam e às causas que apoiam. É grande contraste com o mantra de relações públicas de ‘fique neutro’, que seguimos religiosamente há anos. Sendo assim, ficar em silêncio ou apoiar a causa errada também pode ser retrocesso. A geração Z cresceu com tecnologia pessoal e poderosa, que moldou amplamente seus hábitos e demandas de compra. Eles têm amplas oportunidades de descoberta para buscar e apoiar empresas que atuam na comunidade. As marcas precisam estar cientes dos comportamentos de compra orientados para o valor desse grupo para permanecerem relevantes. Autenticidade nos produtos que você vende, como você os comercializa e o que sua empresa representa são fundamentais quando se trata de se conectar com essa geração. Se as marcas forem leais à geração Z, proporcionando experiências criativas e personalizadas que se alinham com seus valores e necessidades, esse grupo se tornará cliente para o resto da vida.
Alexandra Avelar é gerente da empresa Emplifi no Brasil.
PALAVRA DO LEITOR
Ramalhão
A maior vitória do Esporte Clube Santo André faz aniversário (Esportes, ontem). Quem viveu essa conquista lembra da festa que estava preparada para o título do Flamengo. Só que não! As capas dos jornais do Rio estampavam ‘Elvis não morreu’, em alusão ao gol marcado pelo jogador do Ramalhão. Feito que pode ocorrer novamente, embora sei das dificuldades para um clube pequeno, e essa dificuldade está cada vez maior. Se for lembrar de onde veio a espinha dorsal daquele time, a base era das categorias menores do clube, trabalho que nunca mais foi repetido pela direção do clube. O maior resultado, que nunca foi repetido.
Robson Albuquerque da Costa
Santo André
Editorial
Sobre o Editorial ‘A reforma da FUABC’ (Opinião, dia 29), caro Diário, onde está sua opinião no Editorial referenciado? Não sejamos inocentes: consultoria gratuita? Quem acredita nisso? E mais: como concordar com a solução de que é melhor manter gestão sob suspeita e alvo de polêmicas até dezembro do que fazer a troca e acelerar o saneamento e a correção de rumos? Por essas e por outras é que o País vai do jeito que vai: o mundo político está sempre desassociado da realidade das pessoas; da realidade do povo. E o Diário, nesse episódio em particular, deveria ‘sair do muro’ e assumir a postura crítica e verdadeiramente transparente, e em defesa da verdade, que dele se espera. Independência é mais do que discurso: é ação!
Eduardo Giorfi
São Bernardo
Candidatos da região
A página Memória destaca a histórica campanha de 1994, quando a região elegeu oito deputados estaduais e cinco federais (Setecidades, dia 28). Foi um marco nunca superado, alcançado pela campanha deste Diário e da primeira diretoria do Fórum da Cidadania – ‘Vote em Candidatos da Região’. O movimento foi capitaneado pelo senhor Wilson Ambrosio, na época presidente da Acisa (Associação Comercial e Industrial de Santo André) e também integrante da diretoria deste nosso Diário. Foram para os cruzamentos nas ruas o presidente da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) na época, Cedenho, hoje desembargador; presidentes de sindicatos; Grana, ex-prefeito, ONGs (Organizações Não Governamentais); Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo); Cestari etc. Todos unidos. Pena a reportagem não ter trazido mais detalhes, como os nomes dos integrantes daquela diretoria, em reconhecimento – me parece que eram sete. Tenho muito orgulho de ter participado daquele time representando as ONGs.
Evaristo de Carvalho Neto
Santo André
Muito difícil
As mulheres enfrentam dentro dos partidos o machismo, a violência e a luta solitária. O sistema político partidário executado por todas as siglas, sejam elas de direita ou esquerda, faz com que mulheres valorosas e com potencial se afastem, porque é muito difícil caminhar sozinha, enfrentando machismo, disputas, julgamentos e discriminação. Escrevo para parabenizar as corajosas mulheres que de alguma forma lutam para mudar esse sistema, e agradecer às que me antecederam, por terem aberto caminhos. O caminho é duro, doloroso e absolutamente injusto, mas não desistiremos da luta. Somos poucas hoje, mas amanhã seremos um pouco mais, até que um dia sejamos 50% de representantes da sociedade, que conseguiram igualdade de gênero nos espaços de poder e decisão. Vamos nos fortalecendo umas com as outras e também encontrando aliados, homens, nesta luta, que já se permitiram evoluir. E embora ainda reproduzam comportamentos machistas, reconhecem que é preciso avançar e ter mulheres nos espaços de poder. Enriquecem o debate e qualificam os projetos. Seguimos. Mulheres, desistir jamais!
Marcia Garcia
Santo André
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