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No ritmo da quebrada

Casa do Hip Hop de Diadema reabre após quatro meses; espaço cultural foi reformado


Aline Melo
Do Diário do Grande ABC

20/06/2021 | 00:23


Uma jovem de 22 anos que recentemente entrou na maioridade, mas que ainda está cheia de curiosidade e de vontade de conhecer a vida. Essa pode ser uma boa definição para a Casa do Hip Hop de Diadema, a primeira da América Latina, referência para implementação de outros equipamentos no Grande ABC, no Brasil e no mundo, e que foi reinaugurada ontem, após quatro meses de reforma.

Por conta da pandemia, o evento de reinauguração foi realizado de forma on-line e prestou homenagem ao hip hop como gênero, com batalha de rima, bboys e bgirls, grafiteiros e um filme sobre Nelson Triunfo – ícone do break e um dos nomes que estiveram à frente da fundação da casa em 1999.

Com nova pintura, nova instalação elétrica, reforma na quadra de basquete, no estúdio e nas salas de aula, o equipamento foi entregue à comunidade na presença virtual de diversos artistas, como Nelson Triunfo, MC Dandan e Hapin Hood, além de autoridades, como o prefeito José de Filippi Júnior (PT) e secretários.

Filho de Nelson Triunfo, Jean B é o coordenador do equipamento e destacou que cuidar do espaço é como cuidar da sua própria casa. “Cresci aqui dentro, meu pai sempre me trazia, então é um segundo lar para mim”, explicou. O coordenador afirmou que as oito oficinas seguem sendo realizadas de maneira on-line, mas que a expectativa da administração é que as atividades presenciais possam ser retomadas no segundo semestre, desde que os indicadores sanitários da pandemia estejam sob controle.

Com sala de arte, estúdio, biblioteca, espaço para aulas de dança, palco para apresentações de teatro e shows, o equipamento também deverá reunir oficinas, cursos e muitas outras atividades. “A retomada da Casa de Hip Hop é um compromisso firmado por esta gestão. A cidade toda nem vai se lembrar de que este lugar passou tanto tempo sendo mau aproveitado”, apontou o secretário de Cultura, Deivid Couto.

O coordenador destacou que o estado de abandono e de depredação que a casa foi encontrada no início do ano pela atual gestão foi resultado da ausência do poder público. “A comunidade vai ver que estamos de volta, que vai ter sempre as pessoas aqui, que vai ter segurança, e sei que a população vai cuidar desse espaço”, afirmou Jean.

A reforma custou R$ 35 mil.  



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