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A mágica do caso Madoff


Do Diário do Grande ABC

14/06/2021 | 23:59


Com a morte de Bernard Madoff, viu-se reportagens sobre artimanhas do esquema que lesou 3 milhões de pessoas por todo o planeta em US$ 65 bilhões (US$ 17,5 bilhões confirmados). Algumas explicam o funcionamento da pirâmide em minúcias; outras, o perfil de vítimas famosas. Há filmes que ficcionam fatos e até lista (quase completa) de quem acreditou em suas lorotas na Wikipedia. Os textos lançam alertas, mostram exemplos e insinuam típicos modus operandi dos prováveis apliques disponíveis na praça. Sobre isso quero expor o ponto de vista de quem, de fato, esteve no olho do furacão, quero olhar pelo lado dos brasileiros lesados pela Madoff Investment Securities LLC e das empresas que a representavam aqui e no Exterior.


Para entender o que aconteceu, é necessário aceitar a condição humana de ser influenciável por ilusionistas do mercado financeiro, que só existe em ambiente permissivo, onde as formas de vigilância estão afrouxadas por regulamentação mal elaborada. De modo geral, o mercado financeiro é submetido a regras muito claras sobre o que pode ou não pode ser feito, e principalmente por quem pode ser feito. Muitos estelionatários alegam que perderam dinheiro em atividades de risco quando na verdade era fraude. Cuidado.


Ao fazer investimentos, existem procedimentos para checagem da idoneidade do agente financeiro com apoio dos xerifes do mercado. A CVM (Comissão de Valores Mobiliários) divulga processos, julgamentos e penalidades. Se o mercado financeiro real tira sua força do trabalho duro de agentes honestos, temos, infelizmente, de conviver com quem desenvolve técnicas para iludir com truques que dependem da rapidez e agilidade de argumentos. Apresentam ganhos excepcionais obtidos pelos que realizaram investimentos em local exclusivo, maravilhoso, aberto apenas para pessoas como aquelas abordadas por esta história. A Madoff e a rede de empresas que se mancomunaram com ela formavam o tipo mais insidioso de estelionatário, seja pela forma de obtenção de vantagem ilícita ou a forma como os prejuízos foram causados.


Na atuação que conduzi junto à corte de Nova York, Luxemburgo, Genebra, entre outras, em parceria com escritórios locais, um dos trabalhos mais importantes foi o de demonstrar prejuízos comprováveis e licitude da origem dos recursos. A pirâmide mágica de Bernie demonstrou o distanciamento de diversos investidores comuns de seus investimentos. Ter ciência das estruturas investidas é fundamental para cuidados redobrados. Outros ‘Madoffs’ estão aí fora. É importante prestar atenção em ganhos irreais com o que quer que seja. Há muitos magos no mercado, mas – infelizmente – não existe magia. O que existe são muito cuidado, trabalho e paciência.

Pierre Moreau é advogado e sócio do Moreau Valverde Advogados.


PALAVRA DO LEITOR

Motociata – 1
A motociata de Bolsonaro e seus apoiadores em São Paulo custou aos cofres do Estado mais de R$ 1 milhão, gasto com a segurança pública para evitar incidentes. Foi mais uma etapa de sua campanha visando as eleições. Fato que merece todas as recriminações de quem busca Brasil melhor.
Uriel Villas Boas
Santos (SP

Motociata – 2
Que mundo estamos vivendo? Planeta Terra? Será que estou dormindo e tendo pesadelo? Não, é verdade. Motociata? Que é isso? Estamos comemorando o quê? Há um tal de presidente, que veio a São Paulo para comemorar as quase 500 mil mortes pela Covid-19, com aparato de 2.100 viaturas, aeronaves, drones, com nosso dinheiro, para fazer a segurança deste ‘louco’. Daria para comprar milhões de vacinas, insumos, abrir novos leitos, e principalmente não fazer aglomeração. Mas isso não está preocupando o líder da patota. Meus sentimentos aos familiares dos quase 500 mil mortos. Bem que poderia ser simples pesadelo.
Cláudio A. S. De Moraes
Santo André

Diadema
Com referência à reportagem intitulada ‘Diadema admite erro em reforma administrativa’ (Política, dia 13), faço uso da frase ‘errar é humano, perdoar é divino’, de autoria do poeta londrino Alexander Pope (1688-1744). Todavia, acredito que o erro mais gritante e que não deveria ter acontecido foi dos vereadores de Diadema, que se omitiram na conjugação do verbo legislar, ou seja, formular, estabelecer leis, regras, princípios, determinar e preceituar. O erro em questão começou no Paço, onde deveria ter pessoa competente na elaboração de projetos de leis. E o mais grave foi na Câmara, que tem, acredito, Comissão de Constituição e Justiça para avaliar se o projeto em questão está de acordo com as normas jurídicas em vigor. A culpa pesa sobre os vereadores que aprovaram, porque, segundo a reportagem, a procuradora da casa legislativa, Laura Elizandra Machado Carneiro, já havia alertado sobre esse erro, mas a maioria dos vereadores fez vistas grossas e aprovou bem ligeirinho.
Arlindo Ligeirinho Ribeiro
Diadema


Boicote?
A apenas 100 dias para o início da Olimpíada de Tóquio, no Japão, e o mapa da vacinação por lá é assustador, com números próximos de 1% da população imunizada. Os jogadores vão tentar boicotar também?
Robson Albuquerque da Costa
Santo André

Pandemia e números
O Vacinômetro deste Diário apresenta números que, sendo fiéis, nos mostram insofismáveis verdades (Setecidades, dia 10): o número de casos de Covid-19 está longe da catástrofe apregoada. E isso confirma previsões oferecidas pela ciência médica logo no início da pandemia. Afirmavam infectologistas que infecção ocorreria em cerca de 80% da população. Nem chegamos a isso. Se olharmos no quadro, terceira coluna, vemos que o percentual máximo chega a 8,07% até hoje. Afirmavam também que dos contaminados cerca de 90% se recuperariam, sendo que a maioria nem sintomas graves teria, e que internações seriam necessárias em torno de 10% do total de infectados. Esse dado não foi oferecido pela imprensa. Em relação aos óbitos, foi dito que poderiam ocorrer em 5% dos acometidos pela Covid-19. Constatamos que o índice também não confirmou as previsões, pois o número mais elevado foi o regional, com 4,13%. Quero, com isso, trazer um pouco de realidade e clareza aos dados, chamando atenção para que os analisemos mais detidamente, ou erraremos nas conclusões.
Antonio Noel Ribeiro
São Caetano

Indenização
Sobre a reportagem publicada por este Diário, sob o título ‘Para MP, empresa de Morando recebeu a mais em desapropriação’ (Política, dia 13), informa-se que a primeira representação ao Ministério Público, para apurar a indenização, foi feita pela própria empresa do prefeito Orlando Morando, conforme descreve a própria portaria do Ministério Público. Visando manter a sociedade informada com a verdade, pedimos ao mesmo que se faça a retratação, uma vez que este jornal divulgou que primeiramente a representação fora feita pelo vereador Julinho Fuzari.
Comunicação Orlando Morando
 



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