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Tigre e Netuno têm primeiro
encontro pela final da Série A-2

Celso Luiz/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Vizinhos da região medem forças em decisão histórica a partir das 19h, no 1º de Maio


Dérek Bittencourt
Do Diário do Grande ABC

29/05/2021 | 00:01


O Estádio 1º de Maio será palco do primeiro capítulo de um jogo histórico para o futebol do Grande ABC. A partir das 19h, São Bernardo FC e Água Santa se enfrentam pela partida de ida da final do Paulista da Série A-2, em duelo cercado por expectativas e tabus, além de ser o primeiro entre vizinhos da região a decidir um campeonato de grande porte. Apesar de ambos os times já terem garantido o acesso de volta à elite do futebol estadual (na qual se juntarão com o Santo André), está em jogo o título do torneio – o segundo e definitivo será na segunda-feira, às 17h30, no Canindé, na Capital.

Para o Tigre, triunfar sobre o rival é quase uma rotina. Afinal, em seis jogos no histórico do confronto, foram cinco vitórias aurinegras e um empate (justamente no primeiro turno deste ano, por 1 a 1), ou seja, o Netuno nunca triunfou sobre o vizinho. Além disso, os são-bernardenses buscam o bicampeonato da Série A-2, a qual já levantou em 2012. Por outro lado, os diademenses estão sedentos pelo primeiro troféu de campeão desde a profissionalização em sua galeria, que já é repleta de conquistas dos tempos de várzea.

Segundo colocado na primeira fase, o Água Santa tem campanha superior à do São Bernardo FC, que avançou na quinta colocação. Em 19 disputados até as semifinais, o Netuno venceu dez, empatou oito e só perdeu um. Já o Tigre triunfou seis vezes, colecionou 11 igualdades e sofreu dois reveses.

Além de zombar do vizinho, celebrar um título e ser promovido, o campeão ainda terá outro motivo para comemorar: embolsará pelo menos R$ 270 mil, enquanto o vice ficará com cerca de R$ 120 mil.

Pará dedica promoção a Veiga; Rafael Costa enaltece a luta

Entre as comemorações do São Bernardo FC, um personagem que não está mais presente no dia a dia do clube, mas foi fundamental no processo de montagem do projeto, ganhou homenagem: o técnico Marcelo Veiga, que morreu no fim de 2020, vítima da Covid-19. “Veiga, esse é para você, que iniciou esse projeto, sempre confiou em mim, estava nos olhando e guiou meu pé na hora de dar o passe na cabeça do João (Carlos)”, destacou o lateral-esquerdo Pará, em referência à assistência para o gol do atacante, em Barueri.

Rebaixado com o Tigre no Paulistão de 2017, o meia Rafael Costa exaltou o “sentimento de dever cumprido”. “Um dos meus motivos de ter aceitado voltar para o São Bernardo e participar deste projeto foi justamente porque tinha esse peso comigo do rebaixamento de 2017, isso me incomodava muito. Queria marcar meu nome na história por um acesso e não rebaixamento. E conseguimos com muita luta e sacrifício devolver o clube para o lugar onde merece”, afirmou o jogador, que falou sobre a final. “Jogo difícil, importante, contra equipe qualificada, mas vamos em busca do título.”

Sérgio Guedes extravasa e fala em alívio após garantir o acesso

O técnico Sérgio Guedes não segurou as lágrimas após levar o Água Santa de volta à elite do futebol paulista. Apesar de ter no currículo outras promoções e títulos, admitiu que após consumado o acesso extravasou junto aos jogadores, comissão e diretoria.

“É minha natureza, sou assim, em certos momentos muito frio e calculista e em outros muito emotivo. As razões para essas coisas acontecerem é porque ao longo dessas caminhadas vai catalisando muita coisa e às vezes tem de administrar muita coisa, então acaba extravasando no fim. É colocar para fora o que vinha catalisando. Não sei se com todo mundo, mas comigo é comum, porque tenho uma conduta que foge um pouco do normal do futebol”, disse Guedes, que resumiu o sentimento. “A palavra para tudo isso é alívio, porque tem pressão pessoal, pressão do clube, por investimento e expectativas”, emendou.

Agora, diante do São Bernardo FC, o discurso é de “coroar o trabalho”. “Há muito desgaste, estamos com o time muito cansado, vamos ver se vai ter troca, quem está em boas condições, para tentar fazer bom jogo”, concluiu.  



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