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Se mantiver ritmo, região vacina todos os adultos com a 1ª dose até fim do ano

Nario Barbosa/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Nos 15 dias de maio as sete cidades iniciaram a imunização de 7.389 moradores a cada 24 horas


Anderson Fattori
Do Diário do Grande ABC

17/05/2021 | 00:01


Se mantiver o ritmo atual da vacinação contra a Covid, as cidades do Grande ABC vão conseguir aplicar a primeira dose do imunizante em todos os adultos até o dia 15 de dezembro. O levantamento foi feito pelo Diário com base na quantidade de vacinas aplicadas pelos municípios nos 15 dias de maio e o número de habitantes das sete cidades com 18 anos ou mais que ainda não foram imunizados.

De acordo com dados das prefeituras, da Fundação Seade, vinculada à Secretaria de Economia e Planejamento do Estado e do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a região conta com 2.145.947 habitantes com 18 anos ou mais. Como os boletins das cidades mostram que 551.890 pessoas já foram protegidas com a primeira dose, restam 1.594.057 moradores na fila. Nos primeiros 15 dias de maio foram aplicadas 110.839 primeiras doses, ou seja, média de 7.389 por dia. Assim, para imunizar parcialmente todos os adultos serão precisos 215 dias, prazo que será atingido no dia 15 de dezembro caso o ritmo atual seja mantido.

Em relação a segunda dose, que completa o esquema vacinal, foram aplicados 43.232 imunizantes nos primeiros 15 dias de maio, com média diária de 2.882. Como 289.400 receberam as duas doses até sábado, restam 1.856.547 pessoas na fila, ou seja, no ritmo atual seriam necessários 644 dias, que seriam atingidos apenas em fevereiro de 2023. Trata-se de estimativa que deve ser abreviada quando as cidades zerarem a primeira dose.

No dia 20 de abril o Diário havia feito levantamento semelhante e a previsão era a de que a primeira dose seria aplicada na população com 20 anos ou mais até julho de 2022. De lá para cá, o PNI (Programa Nacional de Imunização) recebeu reforço dos imunizantes produzidos pela Fiocruz em parceria com a Universidade de Oxford, da Inglaterra, e o laboratório britânico-sueco Astrazeneca o que abreviou o prazo. Até março, por exemplo, a Fiocruz havia entregue 6,8 milhões de imunizantes. Entre abril e maio serão mais 41,2 milhões de doses.

O planejamento, no entanto, esbarra no envio do IFA (Insumo Farmacêutico Ativo) pela China. Tanto a Fiocruz, como o Butantan, que produz a Coronavac, dependem da importação da matéria-prima para fabricar os imunizantes. O fornecimento, no entanto, não é regular e a relação entre os governos do Brasil e da China não é das melhores, principalmente em razão das constantes críticas do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) aos chineses.

Na polêmica mais recente, em 5 de maio, Bolsonaro insinuou, mesmo sem prova, que os chineses teriam criado o coronavírus e que isso faz parte de uma guerra química. “É um vírus novo, ninguém sabe se nasceu em laboratório ou nasceu porque um ser humano ingeriu um animal inadequado. Mas está aí, os militares sabem que é guerra química, bacteriológica e radiológica”, disse. “Qual o país que mais cresceu seu PIB (Produto Interno Bruto)? Não vou dizer para vocês”, em referência ao crescimento de 2,3% do PIB chinês em 2020. O avanço, no entanto, foi o mais fraco do país em mais de 40 anos.

Sem IFA desde a semana passada, o Butantan parou a produção da Coronavac na sexta-feira e o diretor do instituto, Dimas Covas, disse que não há previsão da liberação da matéria-prima pelo governo chinês. A Fiocruz avisou, quinta-feira, que só tem insumo até essa semana e depois também terá que paralisar a fabricação do imunizante.

PFIZER
Alternativa para manter a vacinação e até acelerar a campanha é o imunizante produzido pelo laboratório norte-americano Pfizer. Na sexta-feira o governo federal anunciou a compra de 100 milhões de doses da vacina, que se somam a outros 100 milhões que haviam sido adquiridos em abril e que já começaram a chegar ao Brasil. A empresa entregou lote de 1 milhão de doses em abril, se comprometeu a entregar mais 2,5 milhões até o fim de maio e outros 12 milhões em junho. 



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