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Relação era institucional em São Bernardo, diz ex-diretor da OAS

Divulgação Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Carlos Henrique Barbosa confirma conversas com agentes públicos da cidade, mas nega pagamento de propina; para CPI, depoimento foi contraditório


Raphael Rocha
Do Diário do Grande ABC

14/05/2021 | 15:42


Ex-diretor da OAS, Carlos Henrique Barbosa disse que mantinha relação institucional com agentes políticos de São Bernardo e assegurou não ter participação em pagamentos indevidos em troca de obras no município. Barbosa compareceu na manhã desta sexta-feira (14) para prestar seu depoimento à CPI da OAS instalada na Câmara. Ele foi convocado depois que o ex-superintendente da empreiteira e delator José Ricardo Nogueira Breghirolli citou seu nome como responsável pela articulação junto a políticos para depósito de propina.

Aos integrantes da CPI, porém, Barbosa negou a versão de Breghirolli. Disse desconhecer esquema interno para transferência de recursos ilícitos a políticos e declarou que fazia parte de área técnica dentro da empresa. “Os pagamentos (ilegais) eu fiquei sabendo depois da delação do Léo Pinheiro (ex-presidente da OAS)”, citou Barbosa, alegando ainda que não trabalhava diretamente com Pinheiro. “Atuava mais com o César (Mata Pires Filho, herdeiro da firma e que morreu em 2019).”

Questionado se mantinha relação com políticos de São Bernardo, Barbosa citou os nomes do prefeito Orlando Morando (PSDB), do ex-prefeito Luiz Marinho (PT) e do deputado federal Alex Manente (Cidadania), negando, entretanto, qualquer irregularidade nos diálogos. “Era institucional”, assegurou. Depois, ao ser novamente interpelado sobre a classe política da cidade, lembrou que também conversava com o deputado estadual Luiz Fernando Teixeira (PT).

Para o relator da CPI da OAS, vereador Julinho Fuzari (DEM), o depoimento de Barbosa foi contraditório. “Muitas vezes ele disse não saber do dinheiro, mas depois reconheceu que soube do pagamento de propina por parte do Léo Pinheiro. Falou que não tinha relação próxima com políticos de São Bernardo, mas comentou que transitava em gabinetes da Assembleia Legislativa. Também negou as declarações que o José Ricardo fez sobre ele. Um tem uma versão, o outro tem uma versão diferente. Alguém está mentindo”, disparou. “Por isso que, no decorrer da semana, precisamos pensar em fazer uma acareação entre os personagens todos.”

Presidente da CPI, Mauricio Cardozo (PSDB) também criticou a forma evasiva com a qual Barbosa conversou com os integrantes do bloco. “Até por isso o depoimento do Léo Pinheiro é essencial. Vamos ver se o Léo abre um caminho diferente do que está sendo desenhado, até para saber se a gente convoca mais gente”, comentou o tucano.

O depoimento de Léo Pinheiro está marcado para segunda-feira, às 9h, por videoconferência.
 



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