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Mortes por Covid desaceleram na região depois de seis semanas em alta

Média diária caiu para 32 entre 25 a 30 de abril, inferior às 41 nos sete dias anteriores

02/05/2021 | 16:39
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Pedro Guerreiro/Ag.Pará
Pedro Guerreiro/Ag.Pará Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


Apesar de o mês de abril ter terminado como o mais letal de toda a pandemia no Grande ABC, com 1.149 mortes, 62 a mais do que março – que até então tinha o maior número de óbitos acumulados –, a última semana mostrou que a pandemia dá sinais de que vai desacelerar na região. Foram registrados 224 falecimentos do dia 25 até sábado, com média de 32 por dia, a menor desde a semana entre os dias 7 e 13 de março, quando foram 25 baixas a cada 24 horas. Como comparação, os sete dias exatamente anteriores foram 290 baixas, média diária de 41 – confira a evolução por semana na arte ao lado.

Em relação ao número de pessoas infectadas com o novo coronavírus, a redução é bem mais modesta. Do dia 25 até sábado foram 4.541 diagnósticos positivos, com média de 648 por dia. Na semana exatamente anterior foram 4.883 novos pacientes contaminados, com média diária de 698. Outro indicador que apresenta tendência de queda é o de internação. De acordo com dados da SP Covid Info Tracker, plataforma gerida por pesquisadores da Unesp (Universidade Estadual Paulista), da USP (Universidade de São Paulo) e do Cemeai (Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria), de 24 a 30 de abril, o número de pacientes internados nas cidades do Grande ABC recuou 4,5%, passando de 1.744 para 1.665.

De acordo com o infectologista e diretor do Hospital Santa Ana, de São Caetano, Paulo Rezende, em abril os centros médicos da região perceberam mudança drástica no perfil dos doentes contaminados com o novo coronavírus, que reflete diretamente nos dados. “As pessoas estão se contaminando bem menos do que em março e o número de internações, sobretudo em UTI (Unidade de Terapia Intensiva), está caindo. Quem está morrendo agora é quem já estava internado. Na maioria são pacientes jovens e que ficam mais tempo acamados e, portanto, acabam tendo complicações tardias. Hoje temos, em média, população mais jovem internada, o grosso da nossa UTI é entre 40 e 49 anos nos últimos tempos”, comentou o especialista. Apesar dos números favoráveis, o Brasil já se prepara para uma terceira onda da Covid, que pode atingir o País no início do segundo semestre, antes que a campanha de vacinação consiga imunizar pelo menos metade da população.

DGABC

Na Capital, o secretário municipal de Saúde, Edson Aparecido, disse que São Paulo já espera por novo aumento de casos e mortes. “No início deste ano e no ano passado vimos como foi a pandemia nos países acometidos e lá eles já vivem a chamada terceira onda. É possível, realmente, que a gente no início do segundo semestre venha a enfrentar essa terceira onda”, comentou, destacando a importância das medidas sanitárias. “A pandemia continua assolando o País, o número de casos é crescente e as internações ainda estão em patamar alto. Mesmo a população já vacinada precisa continuar seguindo as recomendações necessárias, não se aglomerar e usar máscara. Isso é muito importante”, acrescentou.

Ao ser questionado se o Estado de São Paulo também espera por uma terceira onda, o secretário estadual de Saúde, Jean Gorinchteyn confirmou que o governo está se preparando e deve finalizar nos próximos dias compra de 9 milhões de medicamentos que compõem o kit entubação, o que equivale a quase três meses de consumo no ritmo atual.




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