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Projeto monitora nível de
rio em bairro de São Bernardo

Nario Barbosa/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Sensores instalados no Ribeirão dos Meninos, que corta o Jardim Orlandina, vão contribuir no combate a enchentes


Yasmin Assagra
Do Diário do Grande ABC

29/04/2021 | 00:01


A chuva torrencial que atingiu o Grande ABC em 11 de março de 2019, ocasionando dez mortes, impulsionou moradores de São Bernardo a tomar uma atitude para, pelo menos, tentar minimizar o problema de enchentes, que é crônico em algumas regiões da cidade. Por meio da Amjo (Associação de Moradores do Jardim Orlandina), conseguiram apoio da Prefeitura e firmaram parceria com o IMT (Instituto Mauá de Tecnologia) para implantar sensores que monitoram o nível dos rios, principalmente o Ribeirão dos Meninos, que corta o bairro Jardim Orlandina e atravessa o Piscinão da Vila Vivaldi.

O projeto foi implantado em janeiro deste ano e até o momento dois sensores foram instalados em pontos diferentes para monitoramento do nível. Os equipamentos foram desenvolvidos pelo próprio IMT, medem a altura da água e são alimentados por energia solar. “A ideia surgiu depois de uma série de problemas ao longo do anos. Com isso, o IMT desenvolveu 100% o equipamento, inclusive a nuvem onde ficam armazenados os dados”, explica Fernando Martins, professor responsável pela divisão de eletrônica e telecomunicações do centro de pesquisas do instituto.

Os sensores não necessitam de nenhuma infraestrutura, como fios ou tomadas, e funcionam por meio de rede chamada de IOT, criada pelo IMT, que é sistema de comunicação via rádio de longo alcance e que consome pouca energia. O custo de instalação de cada sensor é de R$ 550. “Funciona parecido com um sensor instalado no para-choque de um carro, por exemplo, quando se aproxima de uma parede ele apita avisando que está chegando perto. Nesse caso, quanto mais alto o nível da água ficar, pior. Pelas análises também conseguimos verificar o momento do ápice da chuva e o momentos em que o rio recebeu chuvas de outros lugares para analisar a demanda de evasão do rio”, comenta Fernando.

A expectativa é analisar esses dados já gerados na região, a médio e longo prazos, para tomadas de decisões na prevenção de novas enchentes. Para isso, o IMT contará com apoio de professores, da Defesa Civil de São Bernardo e dos moradores. “Com a análise também é possível detectar pontos de obstrução de águas, já que todo rio funciona em seu comportamento, digamos, perfeito. Se foi possível encontrar uma movimentação diferente, soa um alarme que garante uma intervenção prévia, evitando ação emergencial que é mais cara para resolver”, observa o professor.

Além dos dois aparelhos já instalados em São Bernardo como pioneiros, no IMT existem outros 260 sensores prontos e a ideia é que futuramente o projeto agregue informações ao banco de dados da defesa civil. “A ideia é melhorar as condições naquela região pelos próximos anos, então, o objetivo é entender os problemas daquele bairro”, acrescenta.

Objetivo é expandir o projeto para as demais regiões e rios do Grande ABC. Para isso, o instituto destaca que é importante que a iniciativa aconteça em parceria com demais ações de estudos climáticos já em desenvolvimento na região, inclusive contando com apoio de defesas civis municipais.  



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